[[legacy_image_227439]] Ao derrotar a Espanha nos pênaltis, nesta terça-feira, Marrocos não apenas avançou pela primeira vez às quartas de final da Copa do Mundo. O algoz dos espanhóis recolocou a África entre as oito melhores seleções, algo que não acontecia desde Gana em 2010. O objetivo agora é se tornar a primeira a alcançar as semifinais. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A campanha também é, logicamente, a melhor da seleção marroquina no torneio. Antes do Catar, haviam chegado tão longe somente em 1986, no México. Na ocasião, passou em primeiro na fase de grupos - algo que se repetiu na edição atual - e caiu nas oitavas para a vice-campeã Alemanha Ocidental por 1 a 0. José Faria, brasileiro radicado no Marrocos, comandava os "Leões do Atlas" na época. Quem está à frente em 2022 é Walid Regragui, nascido na França e com ascendência marroquina. O vencedor do confronto entre Portugal e Suíça será o adversário de Marrocos nas quartas. Em caso de nova vitória, o time marroquino fará história como o primeiro time africano a disputar uma semifinal da Copa do Mundo. As seleções que mais chegaram perto da realização foram Camarões (1990), Senegal (2002) e Gana (2010). Todas caíram no duelo que garantia a vaga no Top 4 do campeonato. Mais de 12 anos depois da Copa da África - já que o Mundial de 2022 é disputado em dezembro, seis meses depois do calendário usual - o continente volta a ser protagonista, e com o orgulho de sua origem mais vivo do que nunca. Em um ano em que todas as seleções foram comandadas por nascidos lá ou com ascendência, elas bateram recorde de vitórias - sete no momento -, de pontos na fase de grupos desde que contam com cinco representantes: 24 contra 15 de 2002, a antiga marca, e igualaram América do Sul e Ásia no número de classificados ao mata-mata do Catar. O próximo capítulo será escrito no próximo sábado e tem tudo para ser ainda mais emocionante do que o duelo com a Espanha.