[[legacy_image_28845]] Combater as fake news (notícias falsas) é um dos maiores desafios das eleições deste ano. Por isso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma campanha contra a desinformação, #EuVotoSemFake, para conscientizar o eleitor sobre o papel que ele tem na divulgação de informações verdadeiras. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Segundo o coordenador digital de Combate à Desinformação do TSE, Thiago Rondon, cada um pode fazer a sua parte. >> Infográfico explica como se prevenir contra as Fake News “O eleitor deve ficar atento para não passar notícias falsas. Para isso, é preciso prestar atenção ao que chega até ele. Ao receber uma notícia muito urgente ou sensacionalista, é melhor pensar duas vezes antes de replicar. É fundamental checar tudo”. Thiago defende que fontes confiáveis sejam consultadas para confirmar se algo é real. “Tendo acesso à informação verdadeira, a população fica mais tranquila para votar e mais preparada para combater as fake news”. Mudança política Para o cientista político Ronaldo Toledo, as eleições deste ano pedem ainda mais cuidado, já que serão mais rápidas. Primeiro, ainda vivemos uma epidemia de coronavírus. Com isso, o olho no olho fica mais difícil. Segundo, haverá menos tempo para se conhecer os candidatos. “Houve uma mudança política nos últimos anos. Hoje, um dos principais focos é a internet. E, sem o devido cuidado, todo tipo de informação é divulgada com muita velocidade. Tanto para o bem, quanto para o mal”. Ronaldo explica que não tem segredo para lidar com as fake news. É preciso agir rápido e esclarecer os fatos de uma vez. “Esse tipo de coisa deve ser denunciada, pois trata-se de uma rede de mentiras”. O também cientista político Eduardo Sampaio reforça que a função da Justiça Eleitoral é fazer uma investigação criteriosa para punir os autores e os financiadores da desinformação. “Há muitos anos, as coisas não passavam de boato. Hoje, é possível fazer montagem de áudio e vídeo. As pessoas também se informam de uma maneira diferente e menos confiável. Isso tudo é uma mistura bastante perigosa”. Segundo Eduardo, a população tem papel fundamental no combate e na disseminação das fake news. “Devemos pensar que tanto a notícia falsa quanto a verdadeira só tomam uma proporção maior, de relevância, diante da nossa postura em relação a ela. Então, é responsabilidade de todos o conteúdo que é gerado e compartilhado. Pare um segundo e lembre disso antes de passar para a frente uma informação”.