[[legacy_image_285263]] A lei que que torna obrigatória a presença de um cirurgião-dentista nos hospitais voltou a tramitar no Congresso Nacional. A expectativa de Doralice Severo da Cruz, coordenadora geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, e de Juliano do Vale, presidente do Conselho Federal de Odontologia (CFO), é de que a lei seja aprovada ainda este ano. O projeto já havia passado pela Câmara Federal e pelo Senado, mas havia sido vetado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Doralice da Cruz e Juliano do Vale participaram do 1o Forum de Odontologia e Saúde Bucal, nesta segunda-feira (31), na sede do Grupo Tribuna, em Santos. O evento foi dividido em três painéis, mediados pela gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto. O fórum contou ainda com as presenças de Fábio Alves, membro da Câmara Técnica de Estomatologia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (Crosp); Sidney Rafael Neves, da Câmara Técnica de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Crosp; Denise Abranches, professora de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da Escola Paulista de Medicina e presidente da Câmara Técnica de Odontologia Hospitalar do Crosp; Sandra Mara de Oliveira Gonçalves, do Departamento de Atenção Primária à Saúde da Prefeitura de Santos; e Braz Antunes, presidente do Crosp. Detecção de infecçõesSobre a relevância da lei em tramitação no Congresso, Fábio Alves é enfático. “No início, 90% dos cânceres bucais são curáveis. Por isso, é muito importante a higiene oral, a prevenção e a presença de dentistas em hospitais”. São esses profissionais que irão detectar infecções auxiliando no combate à sua evolução. Uma das preocupações é com a endocardite, bactéria que entra pela boca e se aloja no coração. Em todos os casos, a prevenção é a melhor saída. “Há um custo muito grande com cirurgia, quimioterapia e radioterapia, se um câncer de boca evoluir. Sem contar, muitas vezes, com a reconstrução do rosto do paciente”. explica Fábio. [[legacy_image_285264]] PesquisaAntes disso, o coordenador de metodologia do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT), Alcindo Gonçalves, apresentou os dados aferidos por um estudo específico sobre a saúde bucal da população na Baixada Santista, Por exemplo, 62% dos entrevistados revelaram que vão a dentistas particulares.enquanto 21% vão na rede pública. Outro dado curioso da pesquisa é que 53% deixaram de fazer tratamento dentário por causa da pandemia. Já Doralice Severo da Cruz, há seis meses na Coordenadoria de Saúde Bucal do Ministério da Saúde, apresentou números do atendimento no País. Hoje, o Brasil conta com 33.542 equipes de saúde bucal disponíveis. Ela revelou que estão sendo investidos R\$ 20 milhões em informatização. “Antes de realizarmos uma campanha de conscienti-zação, é preciso oferecer o serviço”. Doralice aguarda a finalização de um estudo nacional para traçar políticas publicas no setor. “Queremos atacar na prevenção. É o melhor remédio”. Conselho FederalPela primeira vez em Santos, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) marcou presença no Fórum. O presidente da entidade, Juliano do Vale ressaltou que a pesquisa do IPAT é fundamental para guiar os profissionais. Ele chamou a atenção de que “é preciso mais profissionais no SUS”. Juliano acredita o os veículos de comunicação têm papel fundamental na conscientização da sociedade em relação à saúde bucal. “Estamos lutando para que a população possa ter acesso a um tratamento dentário”. Ele está empenhado para que se tenha um profissional de Odontologia nos hospitais. A mesma ideia é compartilhada por Denise Abranches, professora e cirurgiã de cabeça e pescoço da Escola Paulista de Medicina. “Nosso trabalho se mostrou fundamental nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) durante a pandemia”. Braz Antunes, presidente do Crosp, ressaltou que, muitos municípios do Estado que ainda não têm dentistas estão localizados próximos a cidades maiores. Leia na edição do próximo domingo de A Tribuna um caderno com todos os detalhes do 1º Fórum de Odontologia e Saúde Bucal.