[[legacy_image_304638]] “Quando a arte vem, ela vem para dar um carinho para a alma”. Essas são as palavras da coreógrafa Claudia Alonso sobre o espetáculo Unir-Versos – A Linguagem do Sentido, montagem da ONG TamTam que será apresentada nesta terça (17), às 20 horas, no Teatro Municipal Braz Cubas, que fica na Avenida Pinheiro Machado, 48, em Santos. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A obra, que reúne 50 atores-cidadãos do projeto, como são chamados, entre 8 e 70 anos, trata de temas como empatia nas diferenças e o papel do ser humano nas questões ambientais. Fala, declaradamente, da união do ‘verso’ de cada indivíduo – ou seja unir-versos –, independentemente de sua origem, condição ou personalidade. O criador do projeto TamTam e autor do espetáculo, Renato Di Renzo, destaca que o projeto busca discutir temas como inclusão social e acessibilidade. “Sempre é um prazer ocupar os palcos da nossa Cidade trazendo espetáculos novos, boa reflexão e poesia. Essa ideia de que todos possam participar acaba multiplicando e trazendo a discussão da inclusão social e da acessibilidade. Que todos possam estar ocupando palcos, ruas, avenidas, espaços e shoppings”, destaca. Claudia Alonso ressalta que a produção do espetáculo foi intensa e que os alunos da instituição contam com uma formação ampla em artes cênicas. “A produção do Unir-Versos foi e ainda é bastante intensa e complexa. O espetáculo conta com 50 beneficiários da instituição, que são os 50 atores-cidadãos. Essa turma recebe formação diária em teatro, dança, expressão, poesia, literatura e canto coral”. Compreensão individualCom uma equipe formada por atores de faixas etárias diferentes, a produção foi um exercício de compreensão da importância e potencial de cada participante – fazendo jus a um dos pilares do espetáculo, a empatia. “Temos na instituição a questão de respeitar as diferenças sem pena, entendendo os tempos e potência de cada um. É um exercício muito bom. No espetáculo isso acontece naturalmente, porque o teatro tem uma disciplina própria. Essa correlação entre jovens, crianças, adultos e idosos é muito importante para que a gente possa construir uma sociedade sem exclusão e que impulsione de fato a diversidade por meio da arte”. ReflexõesA artista frisa a importância da arte em relação aos problemas que o mundo tem enfrentado e que ela é um ‘carinho para a alma’. “Falamos de independência para a vida. De entender os papéis, quem somos na vida e como nós estamos no mundo de hoje. O quanto a arte é importante para trabalhar, valorizar e melhorar o sentimento das pessoas. Eu acho que é a potência de vida. O mundo está cinza. Estamos convivendo com guerras, violência e assassinatos. Quando a arte vem, ela vem para dar um carinho para a alma”. Claudia destaca, ainda, a participação de pessoas com deficiência no espetáculo como um exercício de cidadania. “Acho que é vital, importante e funcional”.