[[legacy_image_211932]] Aposentada por invalidez devido a problemas respiratórios, a moradora de Praia Grande Geni Aparecida Carvalho de Souza, de 54 anos, pensou em desistir de votar quando chegou no colégio e soube que teria que subir escadas para acessar sua seção eleitoral. Isso só não ocorreu devido ao trabalho dos coordenadores de acessibilidade, função presente nas Eleições 2022. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Coube a Ana Claudia dos Anjos Andrade, de 44 anos, ajudar Geni a subir e descer as escadas da Escola Estadual Adelaide Patrocínio dos Santos, no Canto do Forte, para que ela chegasse à seção de votação. "Qualquer movimento que eu faça a minha saturação cai e eu fico com falta de ar. Não posso nem varrer uma casa. Eu não ia conseguir subir (as escadas). Ela até me incentivou. Todo mundo me ajudou, graças a Deus", comemora Geni. Ela conta que sofreu dois pneumotórax espontâneos em 2006 e descobriu ser portadora de linfangioleiomiomatose pulmonar (LAM), doença rara marcada pela presença de células musculares nos pulmões, que causam o surgimento de cistos. Por isso, tem dois cilindros de oxigênio em casa. "Notei que a dona Geni não conseguia andar, sentou e se desmotivou de votar, porque a seção era em cima", conta Ana Claudia. "Quando ela explicou que o problema era respiratório e precisava de um apoio, incentivei ela a votar, com minha ajuda". [[legacy_image_211933]] Colete verde e ajuda aos eleitoresA atuação dos coordenadores de acessibilidade foi uma das ações que chamaram atenção no primeiro turno das Eleições 2022 pela Baixada Santista. Vestidos com coletes verdes, eles auxiliam pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, em geral. Houve, ainda, intérpretes de libras, identificados com coletes na cor laranja. Para Ana Claudia, a experiência tem sido gratificante. "Eu já sou do apoio logístico há alguns anos. Para mim, acessibilidade está sendo a primeira vez, um desafio interessante. Sempre gosto de ajudar as pessoas. Vou encerrar meu dia com muita alegria e satisfação". Outras escolasA jovem Carolina Alves, de 23 anos, foi escolhida como coordenadora de acessibilidade na Escola Municipal Carlos Roberto Dias, no Boqueirão, em Praia Grande. Ela destaca que grande parte dos eleitores a procuram para se informar sobre o local de votação. "Está sendo muito gratificante, por conta de estarmos ajudando as pessoas. A maioria delas vêm buscar informação, porque não sabem onde votar. Auxilio nas filas, com as pessoas prioritárias, e também levando o pessoal para a parte superior", conta Carolina. [[legacy_image_211934]] Entre o público considerado prioritário estão pessoas com deficiência, idosos, obesos, gestantes e autistas. O auxílio também é prestado a quem está com mobilidade reduzida e mães com criança no colo. Ainda em Praia Grande, Beatriz Santos Rodrigues, de 32 anos, foi coordenadora de acessibilidade na Faculdade de Tecnologia Estadual (Fatec), no Boqueirão. Além de ajudar os prioritários, ela também presta apoio logístico aos demais eleitores. Ela destaca que a função tem como objetivo "dar auxílio para a pessoa que não sabe onde é a seção, organizar as filas e verificar se a escola está apta para passar cadeira de rodas", por exemplo. [[legacy_image_211935]]