[[legacy_image_27151]] Os próximos dias serão intensos para os candidatos na Baixada Santista. A duas semanas para a eleição, marcada para dia 15, especialistas ouvidos pela Reportagem acreditam que o tom das campanhas vai subir, com prováveis ataques entre os concorrentes às prefeituras. Novos fatos relevantes podem surgir durante essa reta final, e notícias falsas também. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “É natural que isso aconteça. Existe uma teoria antiga: quem bate, em eleição, não ganha. Mas ela é só parcialmente verdadeira. Porque, se o candidato encontrar uma denúncia correta (contra o adversário), pode funcionar. O que não funciona é ofensa pessoal”, opina o cientista político Marcelo Di Giuseppe. Para Sérgio Trombelli, especialista em Marketing Político, quem está atrás na preferência dos eleitores pode “atirar pedras, inventar mentiras e criar factoides”. “Normalmente, o objetivo é atingir quem tem mais. Se eu preciso de votos, de quem vou buscar? De quem tem”. A historiadora e socióloga Jacqueline Quaresemin de Oliveira, especialista em Opinião Pública e consultora em Política Eleitoral, diz que a polarização é uma tendência, conforme o pleito se aproxima. “Isso independe do tamanho da cidade, embora a maior visibilidade seja nas capitais, onde direita e esquerda se enfrentam”. Campanha nas ruas A abordagem dos eleitores nas ruas, mesmo que limitada pela pandemia, também deve aumentar por parte dos postulantes ao Executivo e ao Legislativo. “O eleitor está vendo muita coisa na rede social, muito material em campo, mas pouco candidato na rua. E o eleitor quer ter contato maior com o candidato. Acredito que a estratégia deve ser intensificar o trabalho de campo, andar muito na cidade, com grupo maior, pedir votos, falar das propostas”, comenta Di Giuseppe. A professora universitária e cientista política Clara Versiani lembra que a campanha eleitoral foi muito limitada pela pandemia e que o candidato que participar de aglomeração pode sofrer críticas. Porém, ela acha que outras estratégias serão colocadas em prática para aproximação com os eleitores nos próximos dias. “Considerando que estamos numa fase da pandemia menos restritiva, reuniões que não tenham grande número de pessoas e abordagens em locais com maior circulação são possíveis. E usar as redes sociais naquilo que pode, fazendo chegar suas propostas”, afirma ela. Para Trombelli, quem não é visto não é lembrado. “A presença do candidato nas ruas é fundamental para não dar a impressão do ‘já ganhei’ e/ou do ‘já perdi’. Candidatos que ‘já sabem’ que vão perder devem se manter ativos. Numa campanha, você pode ganhar bem ou ganhar mal – foi o último, mas entrou no Legislativo. E também pode perder bem – fez nome e voto na cidade – ou mal: ninguém quis e dificilmente vai querer mais à frente”. Indecisos O advogado Leandro Matsumota, professor universitário de Direito Constitucional e Ciências Políticas, ressalta que a estratégia mais adequada, neste momento decisivo, deve ser focar nos indecisos. “Melhor buscar esses eleitores, porque reverter voto pode ser mais demorado em uma eleição curta”. O especialista em Marketing Político Sérgio Trombelli tem a mesma opinião. “Reverter voto declarado é difícil. Se não houver um fato externo grave que desabone o candidato, quem se decidiu vai ficar onde está. Assim, os indecisos são mais fáceis de se conquistar”. O cientista político Marcelo Di Giuseppe, porém, pontua que é preciso entender, com pesquisas, o nível de convicção dos que já se decidiram. “Quantos são muito ou pouco volúveis? Nem todo mundo que fala que vai votar em alguém tem total convicção. O candidato precisa saber onde está o voto volúvel e os indecisos para focar naquilo”.