[[legacy_image_27931]] A crise econômica provocada pela pandemia, com queda na arrecadação de impostos, fechamento de postos de trabalho e diminuição da renda, deve ser o principal desafio dos gestores a partir de 2021. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em dezenas de lojas, restaurantes e serviços! A historiadora e socióloga Jacqueline Quaresemin de Oliveira acha que é urgente formar e qualificar pessoas para o novo tipo de relação de trabalho que está surgindo. Para ela, a pandemia acelerou a digitalização do social. “A Baixada Santista, que depende muito da economia industrial e do turismo, pode ser bastante afetada com potenciais crises decorrentes da inação para as transformações em curso. As tecnologias podem ser grandes aliadas nesse processo, se houver comunicação inteligente entre os envolvidos e dirigentes”. Leandro Matsumota, professor universitário de Direito Constitucional e Ciências Políticas, pensa que 2021 será muito mais difícil do que qualquer outro ano já enfrentado pelo administrador público. “Já no final desse ano termina o auxílio emergencial do Governo Federal, que hoje serve de sustento para milhares de brasileiros. Como ficarão após o encerramento desse benefício? Sem dúvida, será o primeiro grande desafio aos administradores eleitos”. A cientista política Clara Versiani acredita que o cenário de crise econômica afeta sobretudo os municípios que já vinham com uma atividade econômica de estagnação, recessão ou crise, como é o caso – diz ela - de algumas cidades da região. “Esse será o principal desafio, os municípios conseguirem, nesse cenário de crise, continuar promovendo as políticas públicas que possam oferecer à população uma possibilidade de passar por esse período com os serviços públicos funcionando, com dignidade”. O cientista político Marcelo Di Giuseppe lembra que dívidas herdadas da administração anterior podem prejudicar a nova gestão. “Tem prefeituras que fizeram acordos para pagamentos de precatórios em um espaço curto. Prefeitos que adquiriram um monte de dívidas, vão largar e vai estourar nas mãos dos próximos”. Ele acha que a Baixada Santista terá problemas para a geração de trabalho e renda, porque não tem capacidade de atender empresas que geram muito emprego. “Temos vários problemas ambientais, não podemos receber uma grande indústria. Nosso turismo é de quantidade, não de qualidade. No final das contas, temos despesa altíssima com retorno baixo, o custo-benefício não é bom para os municípios”.