[[legacy_image_5637]] A internet tem cada vez mais espaço nas eleições, mas a atual, no meio de uma pandemia, obrigou mesmo os mais avessos às redes sociais a criarem perfis para marcar posição. Porém, os especialistas avaliam que de nada adianta ficar apenas atrás do computador. É necessário gerar conteúdo verdadeiro para ser publicado. “As redes sociais devem alternar entre propostas e a vida do próprio candidato. Rede social conecta pessoas. Transformar o perfil em um amontoado de santinhos e artes derruba o alcance das publicações. É extremamente importante ter posts só com fotos e sem muita produção”, explica o profissional de Marketing e professor universitário Renato Melo. O cientista político Marcelo Di Giuseppe afirma que o discurso feito nas redes precisa se encaixar com quem está do outro lado. “Se o problema da cidade é alagamento, não adianta falar que vai fazer escola. E é bom quando a rede social tem movimento, quando mostra foto do candidato andando (pelos bairros), molhando o pé mesmo. Agora, gravação em estúdio e textinho motivacional não dão em nada”. Especialista em Marketing Político, Sérgio Trombelli também recomenda que a rede social do candidato seja a mais ativa possível e sem mentiras. “Lugares que estão com ele, pessoas que declaram o voto a ele, as atividades que tem feito no dia a dia, e lembrar sempre os projetos de governo”. Fake News A consultora em Política Eleitoral Jacqueline Quaresemin de Oliveira acredita que é quase impossível evitar fake news. “A prática fere os princípios democráticos. É urgente que se ampliem as campanhas contra fake news e fiscalização pela Justiça Eleitoral, partidos e sociedade como um todo”. Para o cientista político Marcelo DiGiuseppe, as fake news sempre existiram, nas eleições ou fora delas. “As pessoas vivem metade do seu dia ouvindo e contando mentiras. Fake news não vão deixar de existir”. Para ele, é preciso cuidado para não criminalizar opiniões – muitas são apenas conclusões equivocadas.