[[legacy_image_211870]] A juíza da 118ª Zona Eleitoral de Santos, Ariana Consani Brejão Degregório Gerônimo, espera que as eleições ocorram de maneira tranquila e pacífica no Município para que os cidadãos possam exercer o sagrado direito ao voto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista concedida para A Tribuna na tarde da última quarta-feira, quando ocorreu a auditoria das urnas eletrônicas no cartório dessa zona eleitoral que abrange a Encruzilhada e quatro regiões da Cidade – Área Continental, Centro, Morros e Zona Noroeste –, a magistrada reiterou a confiança na segurança desses equipamentos e garantiu que os mesários estão bem orientados sobre como proceder, caso haja problemas nas seções eleitorais. A senhora já atuou como juíza eleitoral em pleitos municipais de Registro e de Cubatão e atuará pela primeira vez nessa função em uma eleição geral. Qual é a principal diferença entre elas? Há alguma recomendação aos cidadãos? O problema das eleições gerais é que elas são um pouco mais demoradas pelo fato de que são cinco cargos em disputa (presidente, governador, senador, deputado federal e deputado estadual). Se o eleitor se esquecer da cola, pode se atrapalhar. Por esse motivo, a nossa orientação é que cidadão saia de casa sabendo o local de votação e com a cola com os números dos seus candidatos para não atrasar o fluxo de pessoas nas seções. A Justiça Eleitoral terá algum esquema especial para tentar coibir irregularidades dos candidatos no dia do pleito e nas horas que antecedem esse processo? Sim, teremos um efetivo reforçado no dia das eleições, assim como em anos anteriores. Isso já foi alinhado com os comandos das polícias Militar, Civil e Federal e da Guarda Municipal durante a reunião da comissão de segurança. A Justiça Eleitoral procurará garantir uma eleição tranquila, que transcorra com naturalidade e de forma pacífica e segura para que os eleitores saiam de casa com segurança para exercer o direito ao voto. Estamos em um momento que parte dos brasileiros questiona a segurança das urnas eletrônicas. Como a senhora vê essa situação? Vejo que as críticas são infundadas. As urnas eletrônicas são uma evolução do sistema da Justiça Eleitoral. As urnas são plenamente seguras, confiáveis e auditáveis. Elas já mostraram a que vieram e nunca houve qualquer registro de fraude desde 1996. Os brasileiros podem confiar nas urnas, que irão registrar o voto do eleitor sem qualquer chance de fraude. Há uma expectativa da previsão do término de apuração dos votos na Cidade? Não posso precisar o horário, porque é uma eleição em que esse processo tende a ser um pouco mais lento em razão do número de cargos em disputa. Na nossa zona eleitoral, algumas seções estão muito distantes do cartório (que fica no Centro), como aquelas de Monte Cabrão e de Caruara, na Área Continental, e essas urnas demoram um pouco mais para chegar aqui. Além disso, há essa obra do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) na porta do cartório e interditou a rua. Isso tende a atrasar um pouco a chegada das urnas. Vamos levar o tempo necessário para concluir esse processo no mesmo dia. Como foi o processo de treinamento dos mesários na zona eleitoral? Foram vários dias de treinamento. Conseguimos dividi-los em várias turmas. Alguns receberam o treinamento no próprio cartório eleitoral. Outros na faculdade. Os mesários demonstraram estar muito interessados, disciplinados e aplicados. Conseguimos fazer um treinamento prático com as urnas para eles entenderem o funcionamento delas. Eles estão muito bem orientados e seguros de como proceder no dia da eleição. Na sua avaliação, a restrição ao porte do celular nas seções eleitorais poderá gerar problemas? Essa foi uma dúvida recorrente entre os mesários? A proibição de entrar na cabine de votação com o celular não é de hoje. O voto sempre foi secreto. Essa proibição (na cabine de votação) está expressa desde 2009. O eleitor pode se dirigir à seção eleitoral com o celular, porque ele pode ter instalado o aplicativo e-Título (que substitui o tradicional título de eleitor impresso), mas, no momento de entrar na cabine de votação, ele precisará deixar o celular do lado de fora, porque não pode registrar nem filmar o voto. Nesse momento, ele poderá deixar o aparelho em uma mesinha ou cadeira ao lado ou com uma pessoa de sua confiança. Sinceramente, não sei o motivo para esse alarde em relação a uma norma que já existe há alguns anos. O eleitor que se negar a entregar o celular não poderá votar. Se houver alguma queixa do cidadão no momento da votação na urna eletrônica e algum tipo de confusão, como o mesário deve proceder? Ele terá de registrar essa ocorrência na ata com o nome do eleitor, o número do título de eleitoral e o horário da ocorrência para, posteriormente, a Justiça Eleitoral tomar as providências cabíveis. E a votação continuará normalmente? Exatamente. Vamos priorizar o fluxo de votação. As eleições deste ano já estão marcadas pelos casos de violência política, como assassinatos e agressões de eleitores que manifestaram a sua preferência eleitoral. Como a senhora enxerga esse tipo de situação? Confiamos na boa-fé do eleitor de Santos e, principalmente, no bom senso. Qualquer ato de violência será punido, reprimido pelas forças policiais. O que nós desejamos e procuramos é que as eleições transcorram com normalidade e de forma pacífica. É dia da festa da democracia e o dia do eleitor. Não há motivo para nesse dia haver violência, que é incompatível com a cidade de Santos. Qual a mensagem que a senhora gostaria de deixar aos eleitores neste momento tão importante para a democracia? Que as pessoas se dirijam para as suas seções eleitorais com calma e tranquilidade para exercer o sagrado direito do voto. É um direito conquistado a duras penas. O voto é sempre sigiloso. Procure o melhor horário para não pegar muita fila, já que é uma eleição que tende a ser mais demorada pela quantidade de candidatos, vote e volte para casa com a sensação do dever cumprido.