[[legacy_image_14735]] O horário político obrigatório começa nesta sexta-feira (9). O conteúdo transmitido por cada rádio ou televisão depende da cidade onde está sua concessão. A TV Tribuna e a rádio Tri FM, de concessão santista, terão dez minutos em dois horários ao dia, para veicular propaganda de 13 dos 16 candidatos a prefeito – além dos mais de 400 candidatos a vereador. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A divisão de tempo para cada partido foi calculada de acordo com a quantidade de representantes na Câmara dos Deputados. Em Santos, a coligação com maior tempo é “Juntos Para Seguir em Frente”, com 4 minutos e 25 segundos, que inclui PSDB, PSL, PL, PSB, PP e Republicanos. Na sequência, vem o Partido dos Trabalhadores (PT) com 1 minuto e dez segundos. PSD tem 46 segundos e MDB 45 segundos. Já o PDT terá 38 segundos de transmissão. Solidariedade é o próximo, com 20 segundos. Para o PC do B e o PSOL, serão 16 segundos cada. Cidadania, NOVO e PROS tem 14 segundos cada um. Ao Avante serão 12 segundos e Partido Verde, 9 segundos. Horários de transmissão A propaganda eleitoral gratuita será veiculada de segunda a sábado. No rádio, das 7h às 7h10 e das 12h às 12h10. Na televisão, das 13h às 13h10 e das 20h30 às 20h40. Através de sorteio, a ordem de exibição na próxima sexta-feira contempla PROS em primeiro, seguido por MDB, PV, PSOL, AVANTE e PTB. Na sequência, vem a coligação “Juntos Para Seguir em Frente” (com DEM, PL, PODE, PP, PSB, PSDB, PSL e Republicanos). Os próximos, serão PC do B, Cidadania, Novo, Solidariedade, PSD, PT e PDT, respectivamente. O que dizem os candidatos Com maior tempo, o candidato Rogério Santos (PSDB) diz que vai utilizar a propaganda gratuita para apresentar suas propostas e “à altura que Santos merece”. Segundo o mesmo, o santista é um povo politizado, que terá interesse de ouvir. “Atualmente, as eleições têm sido alvo de fake news. A população é bombardeada na internet de informações que não sabe se é verdade. Acredito que a televisão e o rádio ainda têm esse papel de credibilidade, portanto são uma maneira segura de conhecer as propostas de cada um”. Pelo PSD, Ivan Sartori afirma que é necessário adaptar-se às regras e usar o jogo a seu favor. “Nosso tempo na TV será eficaz, para apresentar nossas propostas e direcionar o eleitor às nossas redes sociais, onde, lá sim, poderemos explanar detalhadamente nossos objetivos e desafios”. O emedebista Antônio Carlos Banha afirma ser contra o sistema legal de distribuição de horário porque, segundo ele, isso desequilibra o quadro, privilegiando álbuns em detrimento de outros. “As redes sociais ajudam porque são mais democráticas. Contudo, não podemos perder de vista que nem todos os eleitores têm acesso à internet. O candidato precisa encarar a realidade e enfrentar o desequilíbrio do sistema. Saindo mais às ruas para o contato com o eleitor, olho no olho". Candidato do PDT, Márcio Aurélio Soares lembra que a TV é um hábito mantido por gerações, e, com o aumento de sua audiência durante a pandemia, terá peso importante nas campanhas deste ano. “O celular precisa de bateria, internet, aplicativos. A TV ainda reina na sala das pessoas. Assim, cada debate é essencial. Confio que o santista saberá tanto na TV, quanto nas redes, discernir que nós temos o melhor projeto”. Pelo NOVO, João Vilella respondeu que a televisão aberta ainda é um meio de impacto e uma forma de acesso do eleitor às propostas dos candidatos. Mas acredita que o tempo deveria ser igualitário. “Minha campanha vai explorar inserções ao longo da programação, combinando com redes sociais e site, com canais para a população expressar também o que espera e tirar suas dúvidas”. O candidato do Avante, Carlos Paz, afirma que a internet é fundamental, vem democratizar as campanhas. “É uma oportunidade de colocar nossas ideias, projetos e concorrer com candidatos que tem estrutura muito maior. A população está atenta ao seu smartphone e a qualidade das propostas. Será mais exigente com seu voto”. Pelo PSOL, Guilherme Prado afirma que o sistema político comete injustiças e favorece grupos de poder. “De fato, as mídias sociais dão novas oportunidades. Mas, mesmo dentro delas, existem distorções: os partidos com maiores recursos financeiros têm condições de pagar mais caro por propagandas, segmentando o público”. O concorrente pelo PROS, Vicente Cascione, garante que se apoia nas mídias sociais, mas que não considera pouco seus 14 segundos. “Eu vivi nesta cidade bilhões de 14 segundos. Não preciso mais que isso. As pessoas me conhecem, sabem o que fiz. Não preciso de imagem eleitoral, tenho imagem de vida”. Moysés Fernandes, do PV, afirma com o tempo do partido, não consegue mostrar tudo que pretendia. “Hoje, existem outras plataformas, outras maneiras de alcançar as pessoas. Mas não podemos tirar a força da TV. Nosso país desigual, nem todos acessam internet... A TV aberta ainda alcança a grande maioria. Por isso, os debates serão fundamentais para falarmos sobre nossas questões centrais, como sustentabilidade, lixo, entre outras”. Procurados, os candidatos do PT, Cidadania, PC do B não responderam até a publicação da reportagem. Os candidatos ao Executivo pelo PRTB, PSTU e DC não terão tempo na televisão.