Haddad fala sobre estratégias para 2° turno, fake news e desestatização do Porto de Santos

Candidato ao Governo de SP diz como tirar a diferença de 1,5 milhão de eleitores do concorrente Tarcísio de Freitas

Por: Anderson Firmino  -  11/10/22  -  17:52
O candidato a governador de São Paulo concedeu entrevista ao A Tribuna
O candidato a governador de São Paulo concedeu entrevista ao A Tribuna   Foto: Matheus Tagé/AT

Fernando Haddad (PT), que concorre ao governo de São Paulo, esteve em Santos nesta terça-feira (11). Entre vários compromissos, ele visitou a sede do Grupo Tribuna, onde concedeu entrevista ao JT1 e ao jornal A Tribuna.


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Durante a entrevista, o petista falou sobre sua estratégia para o segundo turno. O candidato ficou atrás de seu adversário, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por uma diferença de 1.544.856 votos e precisa reverter essa desvantagem para ser eleito.


"Não sou da tese de que é outra eleição. Você leva o seu capital político para o segundo turno. Isso tem uma força. Se você não errar, aquilo vira um piso para a votação que você vai ter. Acontece de alguém perder votos do primeiro para o segundo turno, mas é raro. O que é novo no segundo turno é que as forças políticas se rearrumam, os discursos tornam mais cristalinos e ficam mais claras as diferenças entre as propostas", afirma.


Haddad também comentou sobre o panorama geral das Eleições de 2022, sobre como o cenário de polarização prejudica a votação. O candidato evidenciou como as fake news estão se tornando parte de campanha eleitoral e se tornou trabalhoso combater essa desinformação.


"Sinceramente, o que eu acho que está em jogo, hoje, no Brasil e em São Paulo, não é tanto as propostas, mas uma guerra subterrânea dividindo os brasileiros, e que não deveria acontecer. Tem essa indústria maldita de fake news, e isso ocupa muito mais nosso tempo do que aperfeiçoar nosso plano de governo. O que preocupa as campanhas é isso, o fato de que se instaurou no Brasil uma guerra de versões, das mais estapafúrdias. Não é simples lidar com isso, porque não é algo às claras. Funciona estimulando o medo, a discórdia, a divisão", conclui.


Porto de Santos
Sobre a desestatização do Porto de Santos, o petista se mostrou preocupado com a desindustrialização. Haddad teme que o cais santista vire um mero despachante de commodities.

"É o risco que está ocorrendo com o modelo de privatização que está em curso, onde se privatiza a Autoridade Portuária. Tem uma série de problemas que precisam ser discutidos e são técnicos, não são simples de se explicar. É preciso saber em quais modelos esse projeto se inspirou".


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