[[legacy_image_28848]] Valorização dos educadores de creches e melhorias na estrutura das unidades são alguns dos desafios da área da educação infantil para a gestão que assumirá o município de Itanhaém a partir de 1º de janeiro de 2021. Em entrevista para A Tribuna, educadoras afirmam que as creches do município carecem de inúmeros recursos, que variam desde a aquisição de materiais de uso pessoal até reformas nos prédios das creches. Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganhe Globoplay grátis e dezenas de descontos! “Em muitas creches não há o mínimo de estrutura. Existem escolas que além de possuir muitas goteiras, a água escorre pela lâmpada. É um grande risco às crianças e aos profissionais. Algumas escolas são revestidas de gesso e, com tanta infiltração, pode correr o risco de desabar o teto em uma das crianças”, afirma a educadora Brunna Thalita Ferreira, de 30 anos. Segundo ela, também costuma haver racionamento ou até falta de materiais de uso pessoal nas creches, como papel higiênico, lenço umedecido e luvas. Para Brunna, é preciso que a gestão que comandará a cidade a partir de 2021 priorize a segurança das crianças e dos funcionários das creches. “Somos todos humanos. Não devemos ser tratados como números, ou com descaso. Também espero, de coração, que os próximos políticos estejam comprometidos com os educadores de creche”. Creches ‘sucateadas’ No ano passado, educadores da cidade fizeram algumas paralisações para reivindicar questões como a regularização do número de profissionais em salas de aula e aumento do salário. A educadora Ariany Baccilli, de 30 anos, é uma das integrantes da Comissão dos Educadores de Itanhaém. Para ela, é preciso que os profissionais da cidade sejam valorizados. “As creches continuam sucateadas. Independentemente de quem ganhe, queremos a valorização dos profissionais que atuam em sala de aula, que nós sejamos enquadrados no plano do magistério, porque já exercemos a função docente”. Novos mobiliários e brinquedos para as crianças, além da contratação de mais educadores, são algumas das necessidades apontadas pela educadora Daniele de Fátima Menezes, 43 anos. “Conforme pedimos durante a greve no ano passado, queremos enquadramento na carreira do magistério para as que já possuem pedagogia e tempo hábil para cursar para as que quiserem”, diz. A educadora Naivan Pereira de Souza Carneiro, de 45 anos, também pede mais investimento nas creches do município. “Alguns prédios locados são casas com estrutura inadequada. Por isso, acho de suma importância a construção de novas creches para atender a demanda, evitando a superlotação”, aponta. Educação infantil De acordo com o Ministério da Educação, a finalidade da educação infantil é promover o desenvolvimento da criança nos aspectos físico, psicológico, intelectual e social. As creches, em especial, são dedicadas ao atendimento de crianças de zero a três anos. Em Itanhaém, no período entre 2015 e 2019 houve diminuição no número de crianças matriculadas em creches municipais, de acordo com o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Em 2015, havia 2.520 crianças matriculadas em creches municipais de Itanhaém; em 2016, o número de matrículas caiu para 2.446; em 2017, passou para 2.467; em 2018, 2.407; e em 2019 o índice caiu ainda mais, passando para 2.354 crianças matriculadas