[[legacy_image_201483]] A recente história política brasileira comprova que os vices podem ter um papel de protagonismo nacional. Nas últimas décadas, três deles chegaram ao comando do Palácio do Planalto por motivos diferentes. Por esse motivo, A Tribuna traz uma breve apresentação dos integrantes dessas chapas ao Executivo. Em janeiro de 1985, o ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves (PMDB - atual MDB) foi eleito presidente, pelo Congresso Nacional. Na véspera da posse, ele precisou ser hospitalizado por causa da apendicite. O vice, José Sarney (PMDB), assumiu interinamente o comando do País e, de forma efetiva, a partir de 21 de abril do mesmo ano, quando o político mineiro morreu. Em 1989, a maioria dos brasileiros escolheu Fernando Collor de Mello (PRN - atual Agir) para governar o País. Em 1992, após a imprensa ter divulgado um esquema de corrupção que envolvia o ex-tesoureiro da campanha, Paulo César Farias, o então presidente foi alvo de um impeachment e renunciou. Em 12 maio de 2016, o Senado afastou a presidente Dilma Rousseff (PT) por crime de responsabilidade pela prática das chamadas “pedaladas fiscais” e pela adição de decretos de abertura de crédito sem a autorização do Congresso. Com isso, Michel Temer (MDB) assumiu o cargo. Quem são? A advogada, professora e servidora concursada da Petrobras Ana Paula Matos (PDT) é a vice do presidenciável Ciro Gomes (PDT). Atualmente, ela ocupa o cargo de vice-prefeita em Salvador (BA). Sofia Manzano (PCB) tem como companheiro de chapa o jornalista Antonio Alves (PCB), que atua, desde 2017, no Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí e no Comitê Central da legenda. O candidato a vice de Jair Bolsonaro (PL) é o militar da reserva Walter Braga Netto (PL), que chefiou a intervenção federal no Rio de Janeiro, em 2018, e foi ministro da Defesa e da Casa Civil. Governador paulista por quatro mandatos, o médico e professor universitário Geraldo Alckmin trocou o PSDB pelo PSB neste ano e será o companheiro na aliança encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Simone Tebet (MDB) tem como vice a senadora paulista Mara Gabrilli (PSDB). Publicitária e psicóloga, ela foi vereadora em São Paulo, deputada federal e secretária da Pessoa com Deficiência na Capital Paulista. O economista Marcos Cintra (União) é o companheiro de chapa da senadora Soraya Thronicke (União). Ele já foi deputado federal e, em 2019, ocupou o cargo de secretário especial da Receita Federal. Roberto Jefferson (PTB) escolheu como vice alguém da mesma sigla: padre Kelmon Luis da Silva Souza, que lidera os movimentos Cristão Conservador da legenda e Cristão Conservador Latino Americano. O professor João Barbosa Bravo (DC) caminhará ao lado dessa disputa com José Maria Eymael (DC). Em 2014, o docente concorreu a deputado federal pelo Rio de Janeiro pelo PTdoB (atual Avante), mas não se elegeu. Vera Lúcia (PSTU) terá como vice a professora Raquel Tremembé (PSTU), a única concorrente a este cargo que se apresenta como indígena. Será a estreia da educadora como candidata em um pleito. Léo Péricles (UP) terá a companhia da odontólo-ga Samara Martins nessa caminhada em busca da Presidência da República. Em 2020, ela concorreu à Câmara de Belo Horizonte (MG). O deputado federal Tiago Mitraud (Novo-MG) abriu mão de tentar a reeleição neste ano para integrar a chapa liderada pelo cientista político Felipe D’Avila (Novo), que busca o Palácio do Planalto.