[[legacy_image_27248]] A menos de duas semanas para as eleições municipais, os cartórios eleitorais iniciaram a preparação do sistema para a votação do próximo dia 15. Na 118ª Zona Eleitoral de Santos, o feriado de Finados foi de trabalho para garantir um pleito seguro. Clique aqui e assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90. Ganhe, na hora, acesso completo ao nosso Portal, dois meses de Globoplay grátis e, também, dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A chefe do Cartório, Michelle Lapa Cortegiano Molarino, explicou que os trabalhos concentraram-se na preparação das mídias que serão inseridas nas urnas eletrônicas. Isso quer dizer cartões de memória e pen-drives com dados dos candidatos que poderão ser votados. A partir de hoje, os funcionários passam a inserir essas informações em cada uma das 391 urnas que serão disponibilizadas no dia da votação. Destas, 49 são reservas, e utilizadas somente em caso de haver algum problema. Esse trabalho deve durar até o dia 10, quando os equipamentos serão lacrados, após uma cerimônia de auditoria. “Quando falamos em urna eletrônica, muitas pessoas imaginam algo como um celular com um sistema frágil em relação ao acesso. E não é”, afirma Michelle. Ela explica que em nenhum momento a urna eletrônica é conectada a um sistema geral, interligado, que pode ser acessado de alguma forma fora dali. Cada urna é, na verdade, alimentada com as informações individual e manualmente. “Nós temos lacres de segurança robustos. É um sistema muito seguro”, garante. Agilidade Além de seguro, como afirma a chefe do cartório, também é um sistema ágil. Michelle estima que os eleitores levem, em média, um minuto para votar para prefeito e vereador, mesmo com algumas regras que deverão ser seguidas diante da pandemia da Covid-19. “Será preciso higienizar as mãos com álcool em gel, que será disponibilizado. Os mesários não irão pegar o documento de identificação, que deverá ser apresentado pelo eleitor. Talvez isso demande um pouco mais de tempo na hora dessa apresentação, mas nada muito além disso”. Até porque, afirma Michelle, houve treinamentos e orientações com os funcionários para que seja garantido um fluxo nos locais de votação, a fim de evitar qualquer aglomeração. “Além disso, todos os mesários do grupo de risco foram dispensados. Por isso convocamos muitas pessoas novas nesse processo, além dos voluntários. Mas organizamos uma estrutura grande de apoio aos mesários e todas as pessoas que irão atuar nas eleições”, garantiu. Resultado na palma da mão Qualquer eleitor pode obter os resultados apurados nas urnas diretamente no celular. A novidade dessa corrida eleitoral é possível por meio do aplicativo Boletim na Mão. Desenvolvida pela Justiça Eleitoral (JE), a plataforma fornece ao cidadão o conteúdo dos Boletins de Urna (BU), material que é impresso ao final dos trabalhos da seção eleitoral. Com o aplicativo, o eleitor pode “ler” o código QR impresso no boletim das seções eleitorais de seu interesse e conferir, posteriormente, se os dados coletados correspondem àqueles totalizados e divulgados pelo TSE. Não é necessário conexão com a internet para a leitura do QR Code contido no documento impresso. As informações estarão disponíveis no dia seguinte à votação no aplicativo Resultados para consulta pública e possibilitando auditar o pleito e atestar a confiabilidade das urnas. Como usar e baixar o aplicativo Para usar o aplicativo, basta abri-lo, apertar no ícone da câmera, e depois centralizar a imagem do QR Code. Quando a captura do código for concluída, o aplicativo emite o som da urna e aparece a mensagem “boletim de urna lido com sucesso”. Em alguns boletins pode ter mais de um QR Code. Neste caso, o eleitor precisa seguir as instruções do app para capturar múltiplos códigos. De acordo com suas diretrizes, o eleitor não precisa de acesso à internet para escanear o código QR. O acesso à web é necessário apenas para visualizar o boletim. *com colaboração de Rafael Henrique