São Vicente tem empate técnico entre Solange Freitas, Pedro Gouvêa e Kayo Amado

Diferença entre primeiro e terceiro colocado é de apenas 5,1%. Como a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, os três candidatos apresentam igualdade estatística

Estreante nas urnas, a jornalista Solange Freitas (PSDB) aparece com ligeira vantagem na corrida eleitoral para a prefeitura de São Vicente. Apesar da liderança, levantamento do Instituto de Pesquisas A Tribuna (IPAT) mostra cenário indefinido à sucessão para o executivo vicentino – segundo maior colégio eleitoral da Baixada Santista, atrás apenas de Santos. A candidata, o atual prefeito Pedro Gouvêa (MDB) e Kayo Amado (Pode) aparecem empatados tecnicamente quase no limite da margem de erro.

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A menos de dois meses da eleição municipal, Solange Freitas tem 20,2% da preferência do eleitorado, enquanto o emedebista obteve 17,1%. O terceiro posto é ocupado por Kayo Amado (Pode), com 15,1%. Como a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, os três candidatos apresentam igualdade estatística.  

A rodada inicial de intenção de votos em São Vicente, apurada pelo IPAT, sinaliza eventual segundo turno na Cidade. Essa situação é considerada atípica entre os vicentinos, que definiram as últimas eleições municipais em única votação.

O resultado foi apurado na pesquisa estimulada, quando um disco com os nomes dos pleiteantes é mostrado aos entrevistados. O IPAT ouviu 800 vicentinos, nos dias 17 e 18 de setembro. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais (para cima ou para baixo) e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número SP-09589/2020. 

O cientista político e coordenador do IPAT, Alcindo Gonçalves, avalia que o cenário está totalmente aberto em São Vicente. “O cenário é de um empate triplo, em que a Solange Freitas aparece com vantagem numérica. A disputa tende a ficar concentrada entre os três primeiros colocados, já que no bloco de trás não há grandes destaques. A eleição será definida a partir dos debates e apresentação de propostas dos concorrentes”, afirma.

Gonçalves avalia o baixo número de indecisos. O IPAT apurou que apenas 23,7% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar. “É quase a metade do verificado em Santos, por exemplo. Isso porque os nomes na disputa já são conhecidos pelo eleitorado”, resume. 

O acirrado embate entre os três melhores colocados na opinião do eleitorado destoa com o pelotão de trás. Chama a atenção o hiato que há entre o bloco ocupados pelos líderes e o quarto posto na pesquisa de intenção de votos. A posição é ocupada por Luiz Carlos Gianelli (PSD), com 1,4%.  

Na sequência, surge Analia Maria da Silva (PT), com 1,1%, seguida por Mônica Batalha (PRTB), que teve 0,8%. O ex-prefeito Luís Cláudio Bili (PTB) é o sétimo colocado, com 0,4% de intenção de votos, mesmo percentual obtido por Valquírio Martins (SD). 

A primeira rodada de pesquisa sinaliza, contudo, que as campanhas eleitorais podem ser o diferencial nas urnas. Isso porque um em cada quatro ouvidos ainda não definiram os seus candidatos. Segundo o IPAT, 11,7% dos eleitores vicentinos afirmaram não escolher nenhum dos candidatos que se colocaram na disputa. Já 8,4% indicaram anular ou votar em branco.

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