[[legacy_image_5415]] Distante apenas 80 quilômetros de São Paulo, Guarujá é um dos principais destinos turísticos do País. Mais de dois milhões de pessoas visitam as paradisíacas praias da ilha de Santo Amaro. Assine A Tribuna agora mesmo por R\$ 1,90 e ganhe Globoplay grátis e dezenas de descontos! Mas essa concentração de visitantes fica limitada aos meses mais quentes do ano. Manter esse segmento da economia ativo, mesmo na baixa temporada, é o pedido dos operadores e profissionais que dependem do turismo na Cidade para a próxima gestão da Cidade. Apesar das potencialidades de Guarujá, os meses de março a novembro (baixa temporada) costumam ser bem menos movimentados. A cidade, que tem no turismo uma das fontes de arrecadação, sente nesse período pouca procura por parte dos turistas. O presidente do Sindicato dos Hotéis Restaurantes Bares e similares (SinHores), Heitor Gonzalez, aposta na própria geografia da Cidade para mudar esse cenário. Mas aconselha investimentos – públicos e privados – para dotar o Município de infraestrutura além das praias, principal cartão de visitas da Pérola do Atlântico. “Guarujá tem poucos lugares de diversão indoor (ambiente fechado). Fica concentrada a um shopping (na orla), um aquário e um grande centro para as crianças que os hotéis fazem no inverno”, diz. Heitor indica que “um museu explorando a rica história da Cidade” poderia mudar essa situação. Ele sintetiza que o turismo é um termômetro da economia da região: se setor passa por um bom momento, demais setores também são beneficiados. “A próxima gestão, sem dúvida, tem que dar asas para que se estabeleça na cidade mais projetos, principalmente que não sejam ao ar livre. E, para isso, a prefeitura tem que permitir que novos projetos se instalem na Cidade”. O abandono O músico Anderson Oliveira acredita no potencial da Cidade, mas afirma que o projeto turístico anda abandonado. Ele diz ter sido contratado pela Prefeitura para tocar numa praça, mas sem cachê. O poder público iria ceder apenas a estrutura – e só. Se quisesse receber algo, deveria “passar o chapéu”. Oliveira entende que o turismo movimenta a economia da cidade. “Guarujá era uma cidade de veraneio. As pessoas precisam entender que a cidade depende desses turistas”, finaliza Anderson.