[[legacy_image_210670]] O debate para governador de São Paulo, promovido pela Rede Globo, aconteceu na noite desta terça-feira (27). Participaram cinco candidatos, líderes nas pesquisas eleitorais: Fernando Haddad (PT), Tarcísio de Freitas (Republicanos), Rodrigo Garcia (PSDB), Elvis Cezar (PDT) e Vinicius Poit (Novo). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A programação foi dividida em quatro blocos. O primeiro e terceiro tiveram temas livres. O segundo e quarto blocos obedeceram temas determinados. Por fim, os candidatos fizeram suas considerações finais, cada um teve um minuto (confira a íntegra mais abaixo). O inicio do debate envolveu o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas em questões sobre a polarização no país, que acabaram polarizando também os candidados. Mantendo perguntas direcionadas entre si, o primeiro foi associado a Lula (PT), e o segundo a Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio questionou o petista sobre propostas sobre a geração de empregos. Haddad usou o governo de Lula para defesa e aproveitou para criticar o atual gestão. Ele também defendeu a redução do ICMS da carne e do leite, além de aumento do salário mínimo. "No governo Lula, nós crescíamos mais de 4% ao ano. Hoje nós crescemos, nos últimos 4 anos, pouco mais de 1%. A economia é movida por dois fatores: consumo das famílias e investimento privado e público. As famílias tiveram seu rendimento achatado nos últimos anos, particularmente aqui no estado de SP", alegou o petista. Elvis Cezar, ao ser questionado por Rodrigo Garcia, criticou o governo de São Paulo em relação ao meio ambiente, citando a poluição dos rios Pinheiros e Tietê. O tucano responde que é injusto dizer que o rio Pinheiros não esteja limpo, e afirma que a poluição do Tietê caiu em 25%. Elvis também irritou Rodrigo quando citou o irmão do candidato, Marco Aurélio Garcia, condenado por lavar dinheiro para a chamada 'máfia dos fiscais do ISS'. Tarcísio também acusou o candidato tucano de "se apropriar" das políticas públicas de seus antecessores. Haddad aproveitou para, mesmo em seus comentários, criticar Rodrigo da mesma forma. Em resposta aos ataques em conjunto, Rodrigo rebateu dizendo que seus dois maiores adversários estão comprometidos com Lula e Bolsonaro, e não com o eleitor paulista. Também disse que Haddad foi o pior prefeito de São Paulo, lembrando problemas de sua gestão. “Do PT e do Haddad ninguém tem saudade”, disse. Vinícius Poit, quando questionado sobre Educação, disse que a Cultura tem que ser associada a instituições de ensino de período integral. Também disse que não há projeto cultural nas escolas de São Paulo e que é necessário investir e ensinar sem ideologia nas aulas, que os estudantes precisam ter opções para ocupar o tempo, e que pretende ter o apoio do setor privado para desenvolver projetos. No quarto bloco, antes das considerações finais, Rodrigo disse que Haddad não tinha coragem de fazer perguntas a ele temendo que o PSDB chegasse ao segundo turno. "Você tem medo de disputar a eleição no segundo turno? Porque você sabe que mais uma vez eu vou derrotar o PT. Quem assiste as tuas propagandas aqui... até parece que você ajudou a gente a construir esse estado que a gente tem. São Paulo é o melhor estado do Brasil porque o PT nunca governou esse estado", afirmou Rodrigo. Considerações finaisNo quarto e último bloco, os candidatos tiveram um minuto para suas considerações finais. Confira, abaixo, a íntegra do que foi dito pelos candidatos presentes ao debate: [[legacy_image_210671]] Fernando Haddad (PT)"Muito obrigado, Cesar Tralli e Rede Globo. Muito obrigado aos demais candidatos, e a você que nos acompanhou até aqui. Domingo pode ser um grande dia, um dia de restabelecer a democracia no nosso país. Um dia de restabelecer os seus direitos, que foram ceifados pelos governos tanto estadual quanto federal. Foram cortados vários direitos importantes, frutos de lutas históricas do povo trabalhador, cortados sem dó nem piedade. Um dia em que a gente vai voltar a reindustrializar o Estado de São Paulo. Não podemos perder mais empresas, do Vale do Paraíba, do ABC, do Norte de São Paulo, do Oeste de São Paulo. Empresas estão indo embora por causa do aumento de impostos, estão afugentando os investidores. Nós precisamos de mais comércio, de mais indústria, mais empregos de qualidade. E mais comida na mesa. Isentando de impostos e aumentando o salário mínimo paulista, você vai chegar até o final do mês sem dívidas acumuladas. Você vai se livrar das dívidas e vai voltar ao mercado de consumo de massa, que é o que faz a economia rodar. O industrial e o comerciante não vão contratar se não tiverem pra quem vender. E o segredo disso é o seu poder de compra, que não para de cair em virtude de governos impopulares, que não se importam com você. Um estado rico como São Paulo ter 100 mil pessoas em situação de rua? Alunos de ensino médio ter o conhecimento de um aluno do sétimo ano do fundamental? Uma fila de 1,2 milhão de procedimentos do SUS aguardando agendamento? 500 obras paradas? Não, nós precisamos dar a mão, as mãos ao país. Brasil e São Paulo podem caminhar juntos e acabar com essa briga de um presidente e um governador. Vamos dar as mãos para o desenvolvimento do nosso país, para a prosperidade do nosso país. Vote 13". [[legacy_image_210672]] Tarcísio de Freitas (Republicanos)“Primeiramente eu quero agradecer a rede globo pela organização. Agradecer principalmente você que nos assistiu, agradecer a Deus pela minha vida e todas as bençãos que tenho tido, agradecer a minha esposa Cristiane parceira de 25 anos que me sustenta, me ajuda, me incentiva, agradecer minha mãe que essa hora está orando por mim, agradecer meu vice Felício Hamud e meu coordenador de plano de governo Afif Domingos que está fazendo um trabalho maravilhoso. Eu não sou teórico, não sou político profissional, estou na minha primeira eleição, sou engenheiro, me acostumei a resolver problemas, a tirar projetos do papel e quero fazer a diferença, procurei fazer isso a vida toda. Acredito na santificação pelo trabalho, em plano e em equipe, isso pra mim é fundamental. E a gente construiu um plano que tem dois grandes pilares: o cuidado com as pessoas e a promoção do desenvolvimento econômico, a geração de emprego. A gente não quer ver mais pessoas nas filas dos hospitais esperando uma cirurgia eletiva, não quer ver uma pessoa se deslocando 400 km saindo de Presidente Prudente pra Jaú ou pra Barretos pra fazer uma quimioterapia, nem um doente renal crônico saindo do fundo do Vale do Paraíba para fazer uma hemodiálise em Guarulhos. A gente não quer ver as pessoas perdendo 2/3 horas de viagem todos os dias porque não tem metro chegando em Guarulhos, no ABC ou em Taboão. A gente quer fazer a diferença, não vai faltar dinheiro para as Santas Casas, não vai faltar para Organizações da Sociedade Civil importantes como as APAES, vai ter Segurança pública, educação de qualidade que é quem abre as portas, nós vamos investir no potencial do estado de SP, nós vamos promover o emprego, resolver obras de estruturas que estão paradas, trazer de volta a esperança, trazer de volta o desenvolvimento para essa potência chamada São Paulo”. [[legacy_image_210673]] Rodrigo Garcia (PSDB)“Quero agradecer à Rede Globo por dar essa oportunidade, de fazer esse último debate antes do 1º turno. Agradecer à Deus, à minha família, à minha esposa, por estar aqui, participando desse momento, e pedir a sua atenção para essa eleição de governador de São Paulo. É o governador que está aqui, no dia a dia, cuidando do nosso estado, da Segurança Pública, da Saúde, da Educação, das nossas estradas, do Metrô. Portanto, o futuro de São Paulo depende muito de quem você, no próximo domingo, vai escolher para comandar São Paulo pelos próximos quatro anos. Eu tô aqui há mais de 20 anos, trabalhando por esse estado. Amo São Paulo. Ajudei a construir o nosso estado ao lado de você. O estado que a gente tem hoje não é fruto de um governador, de um partido. É fruto de milhões de pessoas, que ajudaram a gente a chegar até aqui. São Paulo é o melhor estado do Brasil e precisa continuar. Eu sei que ele só vai continuar se a gente ficar distante dessa briga política, que só atrasou o Brasil. Desde quando começou essa briga ideológica, o que mudou na sua vida, pessoal? Tenho certeza que a resposta é nada. Portanto, estou aqui para proteger as nossas conquistas. Para trabalhar para que os AMEs, para que as ETECs e Fatecs, para que as obras de Metrô – são cinco hoje em andamento – que os mais de 15 mil quilômetros de asfalto, que as centenas de milhares de obras do Pró-SP, não parem. O que está em jogo é isso. Qualquer um dos adversários que ganhar a eleição vai parar. Vai tentar entender como funciona São Paulo. E São Paulo vai perder um tempo que a gente não tem. Estou aqui para proteger as nossas conquistas. Mas ao mesmo tempo, olhar para frente. Continuar avançando na área do combate à fome, com o cartão ‘Bom Prato’, o imposto zero para a população mais carente. Olhar pra frente fazendo o Pró-SP, fase 2. Mais 600 novas estradas. Olhar pra frente fazendo o MédioTec, fazendo com que todos os alunos do ensino médio possam fazer o ensino integrado com o técnico. Olhar pra frente protegendo as mulheres desse estado, aos jovens, dando a eles oportunidade de emprego e de renda. Por isso, pessoal, eu peço seu voto de confiança no domingo para o Rodrigo, 45, governador. Para São Paulo seguir em frente. Pra São Paulo seguir em paz”. [[legacy_image_210674]] Elvis Cezar (PDT)"Eu quero agradecer a Deus, eu quero agradecer à Rede Globo, agradecer a você que ouviu todas essas propostas ao longo desse debate. Agradecer a minha esposa, minha família, agradecer minha equipe que tem trabalhado muito nessa campanha eleitoral. Eu quero agradecer a minha vice-governadora, a Gleide Sodré. Quero falar e pedir o voto para o Ciro Gomes, para presidente, número 12, para o Aldo Ribeiro senador número 123, pra todos os deputados estaduais e federais do PDT número 12. Sabe? Nos últimos 20anos eu tenho combatido o bom combate. Eu combati a corrupção, denunciei máfias e mais máfias, desmontei máfias, eu ganhei prêmios com quatro vezes com o melhor prefeito do Brasil, sabe? Entreguei mais de duzentas e cinquenta obras, mas isso não foi o mais significativo na minha carreira. Foi, sim, ter feito a maior evolução da educação do estado de São Paulo ser referência em combate à mortalidade infantil no estado de São Paulo e no Brasil ser um vetor de geração de empregos, de transformação. Por isso eu quero ser governador de São Paulo. O Haddad já teve a chance, falhou, o Tarcísio já teve a chance, falhou. O Rodrigo, de cada 10 pessoas, 7 reprovam este governo. Me dá a oportunidade pra mudar São Paulo tem cinquenta por cento dos votos indecisos nós juntos. Vamos pro segundo turno e ganhamos a eleição, sim. É um projeto novo, mas com capacidade e experiência. Eu sou o Elvis o seu governador número 12. Vote 12." [[legacy_image_210675]] Vinícius Poit (Novo)"Queria agradecer à Rede Globo, parabenizar pelo debate, essa é a democracia, onde todas as opções são apresentadas pro eleitor. Agradecer a Deus pela oportunidade de estar aqui hoje, por iluminar minhas palavras. Agradecer à Dóris Alves, minha candidata a vice, mulher negra que tem uma força descomunal, sabe? Que esteve comigo lado a lado, entende muito de segurança e, juntos, nós vamos trazer aquela segurança mais cidadã, fortalecer as guardas por todo o estado de São Paulo, dar o poder de polícia, sim, pra guarda, integrar mais com a Polícia Militar, com a Polícia Civil. E retomar a confiança das pessoas reorganizando os territórios. Segurança em São Paulo em primeiro lugar. Quero agradecer minha esposa Evelin, meus pais. É que eu homenagiei o nome da minha mãe, uma guerreira, professora, médica. Falo que são as duas profissões mais nobres, né? Ser professores e ser médica. Mãe, obrigado pelo exemplo que a senhora sempre me deu. Pode ter certeza que, eleito governador, os policiais, os professores e os médicos serão prioridades no nosso governo. E não os políticos, gente. Chega. Eu estou aqui pra apresentar algo diferente. Estou aqui pra lembrar você.que ainda a gente está no primeiro turno. Não está decidido. Pode ter a pesquisa que for, mas enquanto o voto não sair da sua mão no domingo, tudo pode acontecer, assim como aconteceu em Minas Gerais, e o Zema foi eleito governador do estado. É este o exemplo que a gente quer trazer pra São Paulo. Sou o único governador que não usa o Fundão você já sabe, né? Governador da vaquinha, a gente anda, o pessoal vai conhecendo. Que não deve favor para político nenhum, só deve pra você. Peço a sua confiança pra no primeiro turno votar 30. Não no voto do ódio, do medo, da polarização, do voto da esperança pro estado de São Paulo. Pra votar 300 pra senador, no Ricardo Melão, meu amigo, parceirão. Trinta no presidente D'Avila. E 30 nos deputados e deputadas do Novo, uma chapa que vai mudar a política desse país. Muito obrigado, que Deus nos abençoe e domingo vote 30". *com informações de uol e g1