[[legacy_image_19843]] Diversidade e inclusão podem ir além dos textões e discursos recheados de belas palavras nas redes sociais. Ações práticas nesse sentido têm, normalmente, maior efetividade, principalmente quando a iniciativa se dá nas grandes empresas e que podem ser copiadas não somente por outras companhias como também pela sociedade em geral. Clique e Assine A Tribuna por R\$ 1,90 e ganhe acesso ao Portal, GloboPlay grátis e descontos em lojas, restaurantes e serviços! A Usiminas já vinha entendendo que diversidade e inclusão necessitavam de ações práticas. Ao colocar a pluralidade de pensamentos como um aspecto fundamental dentro da organização, a siderúrgica passou a implantar mudanças de modo prático. O primeiro grande passo foi dado em 2019, quando a Usiminas referendou três pactos a respeito de diversidade e inclusão. Foi em um encontro com cerca de 420 lideranças da companhia presentes que o presidente Sergio Leite assinou a adesão formal da empresa ao Women Empowerment Principles (WEPS) - ou Princípios de Empoderamento das Mulheres da Organização das Nações Unidas (ONU) -, ao Fórum Empresas e Direitos LGBTI+ e ao Coalizão Empresarial para Equidade Racial e de Gênero. [[legacy_image_19844]] As adesões seguiram uma tendência que vinha desde 2018, quando a empresa passou a concentrar esforços em busca da perenização da companhia. “Dada a presença e o domínio histórico dos homens na siderurgia, as dificuldades do acesso de pessoas negras e mulheres a cursos de Engenharia, as barreiras sociais em relação às pessoas com deficiências e as barreiras de pertencimento das pessoas LGBTI+, investir na diversidade e na inclusão torna-se um trabalho de longo prazo, mas que precisa começar a ser feito”, escreveu o presidente da Usinimas, Sérgio Leite, em artigo publicado no Tribuna Livre, em fevereiro. Uma política de respeito às diferenças e à inclusão acarreta resultados como os divulgados pela pesquisa da McKinsey, em 2019. O trabalho mostrou que companhias com maior diversidade de gênero em cargos de chefia têm 21% mais de chance de apresentar resultados acima da média do mercado. Se falarmos em diversidade étnica, o número sobe para 33%. Outra pesquisa, esta realizada pelo HayGroup no Brasil, aponta que se diversidade e inclusão forem percebidas pelos colaboradores, esses ficam 17% mais engajados e o desempenho aumenta em 50%. Desde o início de 2020 a Usiminas realiza treinamentos de Viés Inconsciente, além de ter criado o grupo de Diversidade & Inclusão com cinco pilares: LGBTI+, equidade de gênero, raça e etnia, pessoas com deficiência e gerações. E cada pilar é liderado por um membro da direção. Sérgio Leite é o responsável pelo LGBTI+. Grupos que foram abertos para a participação de todos os colaboradores, de modo voluntário. E os próprios grupos decidem as maneiras para promover diversidade e inclusão. A empresa já elevou em 40% a presença de mulheres em um dos principais programas de entrada na companhia. A taxa anterior era de 7% em média.