[[legacy_image_96494]] A importância da saúde mental tem sido reforçada com frequência por especialistas ao longo das últimas décadas, mas certamente adquiriu outra dimensão em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e seu consequente impacto nas relações sociais e emoções do dia-a-dia. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) divulgado em dezembro do ano passado, aproximadamente 50 milhões de pessoas têm algum tipo de doença mental no Brasil. O país possui, por exemplo, o maior número de casos de transtornos de ansiedade do mundo (19 milhões, praticamente 9% da população) e o segundo maior índice global em quadros depressivos. Neste contexto, ações como a campanha Setembro Amarelo - criada em 2014 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), com o objetivo principal de contribuir com a prevenção ao suicídio - se mostram bastante efetivas ao compartilhar informação de forma clara sobre os riscos da sobrecarga emocional. [[legacy_image_96495]] Ao reverberar esse tipo de iniciativa, comunidades, escolas e empresas assumem um papel fundamental, tanto divulgando campanhas que podem desconstruir estigmas e tabus em relação ao tema, como estimulando a criação de grupos de ajuda mútua, aumentando os laços sociais em cada núcleo. No caso específico do ambiente corporativo, não é exagero dizer que algumas das demandas impostas pela pandemia estão interferindo diretamente no agravamento deste tipo de quadro, como por exemplo, o número excessivo de reuniões virtuais, o aumento do tempo gasto em frente ao computador e a dificuldade de adaptação das tarefas profissionais ao home office. Em outro estudo realizado pela ABP - este junto a profissionais que atendem no Sistema Único de Saúde (SUS), no sistema privado e suplementar - foi constatado que 63,3% dos entrevistados perceberam um aumento de prescrição de psicotrópicos (remédios controlados) para tratar pessoas que alegavam, entre outras dificuldades, o excesso de disponibilidade exigido para videoconferências profissionais. Com isso, também elevou-se em 70,1% o número de prescrições para atendimento psicoterápico. Entre as empresas que atualmente se dedicam a evitar este tipo de situação no dia-a-dia corporativo está a Nunes & Grossi Benefícios, sediada em Santos (SP) e com filiais em diversas cidades do Brasil. [[legacy_image_96496]] “Desde o ano passado, quando lançamos a campanha #CuidarÉColetivo, temos investido neste segmento para fortalecer nossa cultura organizacional e identificar os pontos que podem ser melhorados para o desempenho de nossa equipe”, conta o CEO do grupo, Willy Maxwell. Uma das ações é a campanha “Foco na Sexta N&G”, que incentiva seus mais de 80 colaboradores a não realizarem reuniões internas (atualmente online) às sextas-feiras, evitando a sobrecarga das lideranças e de toda a equipe. De acordo com a diretriz, o último dia útil da semana deve ser preferencialmente utilizado para resolução de demandas ainda em aberto e planejamento de próximas ações. Outro avanço é a promoção de rodadas de conversas individuais com o RH, onde a equipe escuta individualmente os colaboradores com o objetivo de entender as demandas e necessidades com confiança e de forma mais intimista. Para o Setembro Amarelo a empresa está preparando uma ação que funcionará como um correio elegante, com a proposta de que os colaboradores possam enviar uns aos outros mensagens de carinho e de lembretes sobre sua importância. Serão mensagens pré-prontas, que podem ser enviadas de forma anônima ou não, com a ideia de proporcionar o resgate da autoestima dos profissionais. Além disso, o compartilhamento de conteúdos sobre temas como o estímulo ao autoconhecimento, a adaptação da rotina de trabalho a momentos de relaxamento, o risco da autocobrança e os cuidados com a saúde de forma integral hoje é parte do dia-a-dia dos colaboradores, com impactos bastante positivos até aqui. “Este conjunto de ações têm se mostrado essencial não só para o momento atual, mas também ao preparar o Grupo Nunes & Grossi da melhor forma possível para um eventual cenário de pós-pandemia. Não há como projetar o futuro sem que a integridade física e mental de nossos colaboradores esteja assegurada”, conclui Fabiana Rebouças, gerente de RH da empresa. [[legacy_image_96497]]