APM Terminals é uma unidade da divisão de transporte e logística da empresa Maersk (Foto: Divulgação/APM Terminals) O setor portuário brasileiro, um dos mais estratégicos para a economia nacional, enfrenta desafios estruturais que dificultam sua competitividade global. De olho em soluções para modernizar e integrar os portos do país, a A&M Infra, o Navarro Prado Advogados e a APM Terminals lançaram o estudo técnico inédito “Contribuições para o planejamento da consolidação de hub ports no Brasil”. O levantamento oferece uma análise aprofundada sobre como a adoção do modelo hub-and-spoke pode alavancar a eficiência logística e reduzir custos no transporte marítimo. Atraso estrutural e oportunidades Enquanto grandes portos internacionais já operam com navios de 366 metros há mais de uma década, no Brasil, a chegada pontual dessas embarcações ainda é motivo de celebração. O estudo revela que essa defasagem, resultado de infraestrutura inadequada, faz com que os portos brasileiros fiquem até 15 anos atrás de seus pares europeus. Caso a infraestrutura fosse adequada, o Brasil poderia ter recebido esses navios desde 2018, aponta a análise. O modelo hub-and-spoke, amplamente utilizado em países desenvolvidos, consiste concentração de cargas em grandes portos (hubs), que distribuem mercadorias para portos menores por meio de navios alimentadores. Esse sistema não apenas otimiza a logística, mas também reduz custos de transporte. O estudo estima que a implementação desse modelo no Brasil poderia gerar uma economia de R\$ 600 milhões por ano até 2030, apenas na rota ECSA-Ásia. Impactos econômicos e ambientais Além das economias diretas, os benefícios são múltiplos. A adoção de hubs no Brasil pode triplicar o volume de transbordo, elevando a participação de 18% para até 40%. Marcos Pinto, sócio-diretor da A&M Infra, afirma que o Porto de Santos (SP) é o principal candidato para assumir esse papel estratégico, mas ressalta a necessidade de superar desafios relacionados ao acesso aquaviário. Outros portos como: Paranaguá (PR), Itapoá (SC), Itajaí-Navegantes (SC), Suape (PE) e Pecém (CE) também possuem potencial. “Planejar e coordenar ações para implementar hubs é essencial para atrair investimentos e ampliar a competitividade do comércio exterior brasileiro”, afirma Lucas Navarro Prado, do Navarro Prado Advogados. Entre os impactos positivos apontados, destacam-se o aumento da arrecadação portuária – estimado em até R\$ 160 milhões anuais para Santos –, a redução de emissões de CO2 e o fomento às indústrias naval e de combustíveis no Brasil. A otimização de investimentos em dragagem é outro benefício, permitindo uma alocação mais eficiente de recursos públicos e privados. Cenário global e perspectivas A consolidação de hubs no Brasil não é apenas uma oportunidade, mas uma necessidade para acompanhar a evolução do transporte marítimo global. Segundo Leonardo Levy, diretor de investimentos da APM Terminals, o país tem condições de elevar sua conectividade logística, desde que haja um alinhamento entre planejamento público e ações privadas. O estudo técnico está disponível para consulta no site da APM Terminals e representa um chamado à ação para modernizar o setor portuário brasileiro. Com investimentos planejados e colaboração entre governo e iniciativa privada, o Brasil pode transformar seus portos em centros logísticos de classe mundial, com impactos positivos para a economia e o meio ambiente. Estudo Inédito Aponta Caminhos para Transformar Portos Brasileiros em Hubs Globais O setor portuário brasileiro, um dos mais estratégicos para a economia nacional, enfrenta desafios estruturais que dificultam sua competitividade global. De olho em soluções para modernizar e integrar os portos do país, a A&M Infra, o Navarro Prado Advogados e a APM Terminals lançaram o estudo técnico inédito “Contribuições para o planejamento da consolidação de hub ports no Brasil”. O levantamento oferece uma análise aprofundada sobre como a adoção do modelo hub-and-spoke pode alavancar a eficiência logística e reduzir custos no transporte marítimo. Atraso estrutural e oportunidades Enquanto grandes portos internacionais já operam com navios de 366 metros há mais de uma década, no Brasil, a chegada pontual dessas embarcações ainda é motivo de celebração. O estudo revela que essa defasagem, resultado de infraestrutura inadequada, faz com que os portos brasileiros fiquem até 15 anos atrás de seus pares europeus. Caso a infraestrutura fosse adequada, o Brasil poderia ter recebido esses navios desde 2018, aponta a análise. O modelo hub-and-spoke, amplamente utilizado em países desenvolvidos, consiste na concentração de cargas em grandes portos (hubs), que distribuem mercadorias para portos menores por meio de navios alimentadores. Esse sistema não apenas otimiza a logística, mas também reduz custos de transporte. O estudo estima que a implementação desse modelo no Brasil poderia gerar uma economia de R\$ 600 milhões por ano até 2030, apenas na rota ECSA-Ásia. Impactos econômicos e ambientais Além das economias diretas, os benefícios são múltiplos. A adoção de hubs no Brasil pode triplicar o volume de transbordo, elevando a participação de 18% para até 40%. Marcos Pinto, sócio-diretor da A&M Infra, afirma que o Porto de Santos (SP) é o principal candidato para assumir esse papel estratégico, mas ressalta a necessidade de superar desafios relacionados ao acesso aquaviário.