Seleção Brasileira encerra 2024 de forma melancólica (Reprodução) O ano de 2024 terminou com mais perguntas do que respostas para a Seleção Brasileira de futebol. Com uma temporada irregular e marcada por empates, a equipe de Dorival Júnior não conseguiu convencer nem mesmo os mais otimistas, tampouco inspirar confiança em quem aposta em plataformas legalizadas no brasil. O último jogo do ano, diante do Uruguai em Salvador, selou o clima de frustração com mais um resultado igual, sob vaias da torcida. Apesar de alguns sinais de progresso, o Brasil encerra o ano longe do protagonismo esperado e com grandes desafios para 2025. Frustração em números Sob o comando de Dorival Júnior, o Brasil acumulou 7 empates, 6 vitórias e apenas 1 derrota em 14 partidas. Foram 22 gols marcados e 12 sofridos, estatísticas que não impressionam para uma equipe que busca retomar seu lugar de destaque no futebol mundial. A eliminação para o Uruguai nos pênaltis, nas quartas de final da Copa América, e a amarga quinta colocação nas Eliminatórias da Copa do Mundo são os maiores reflexos de um ano abaixo das expectativas. O desempenho irregular e a falta de consistência tática geraram críticas de torcedores e analistas. Para os críticos, a defesa da Seleção não inspira confiança, o meio de campo não tem criatividade e o ataque vive de “lampejos” de Vinícius Jr. e Raphinha. Este primeiro, inclusive, é um dos principais alvos de críticas da torcida por não conseguir repetir as boas atuações que apresenta no Real Madrid. Renovação em ritmo lento Dorival Júnior assumiu a Seleção em março deste ano com a promessa de renovação e formação de uma equipe capaz de brigar pelo hexa em 2026. Apesar de ter convocado 18 estreantes ao longo do ano, sendo que 11 entraram em campo em algum momento, o treinador enfrentou críticas por insistir em atletas como Danilo, Lucas Paquetá e Alisson, que não renderam o esperado. A junção entre renovação e resultados consistentes tem sido um desafio que o técnico ainda não conseguiu resolver. Com pouco tempo para treinos e necessidade de resultados imediatos, o processo de renovação avança lentamente, frustrando os brasileiros, que exigem mais ousadia e eficácia nas escolhas do treinador. Nomes como Raphael Veiga, Lucas Perri, Alan Patrick e até Paulo Henrique Ganso têm sido constantemente cobrados pela torcida. Evolução e falhas persistentes Após uma Copa América decepcionante, Dorival admitiu que precisaria mudar sua metodologia de trabalho. Os treinos foram ajustados para atender às demandas de uma seleção, e o diálogo com os atletas foi intensificado. Essas mudanças surtiram efeito parcial em algumas partidas no segundo semestre. No entanto, o Brasil ainda apresenta dificuldades em transformar volume de jogo em vitórias. Segundo especialistas, o ataque mostrou alguma evolução em movimentação e criação, mas a falta de precisão nas finalizações continua custando resultados importantes, como no empate contra a Venezuela na última rodada. Na defesa, as fragilidades persistem, expondo um time que ainda não encontrou equilíbrio. Pressão sobre Dorival O empate em Salvador, que encerrou o calendário de 2024, foi acompanhado por vaias e demonstrou o descontentamento crescente com o trabalho de Dorival Júnior. Apesar de ter o aval do presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, o técnico enfrenta pressão máxima para os jogos de março de 2025, contra Colômbia e Argentina, equipes que venceram o Brasil no primeiro turno das Eliminatórias. Há quem diga que esses confrontos podem ser decisivos para determinar a continuidade do treinador. Neymar: a grande esperança Com a Seleção afastada dos gramados até março de 2025, a maior expectativa recai sobre o retorno de Neymar. O craque sofreu uma grave lesão no joelho em outubro de 2023, na partida contra o Uruguai, e passou mais de um ano afastado dos gramados. Como maior artilheiro da história da Seleção, com 79 gols em 128 partidas, Neymar é visto como peça-chave para revitalizar a equipe.