STF decidiu que instituto deverá arcar com os pagamentos em situações previstas na Lei Maria da Penha (Vanessa Rodrigues/AT) Mulheres vítimas de violência doméstica que precisarem se afastar do trabalho por ordem judicial poderão receber um benefício custeado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A medida foi explicada pela superintendente regional do instituto no Estado, Michelle Reis Moreira, durante visita ao Grupo Tribuna, onde concedeu entrevistas para A Tribuna e TV Tribuna. Segundo Michelle, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em junho, que o INSS deverá arcar com os pagamentos em situações previstas na Lei Maria da Penha. No caso de mulheres empregadas, o INSS será responsável pelo pagamento a partir do 16º dia de afastamento. Para as seguradas facultativas e contribuintes individuais, incluindo microempreendedoras individuais (MEIs), arcará com o benefício desde a determinação judicial, explicou Michelle. O tempo de afastamento caberá à Justiça. Por lei, é de até seis meses. “Baseado nessa determinação, a nossa segurada vai poder comparecer a uma agência ou requerer (o pagamento) pelo aplicativo Meu INSS”, explicou. Michelle Moreira alertou para golpes feitos em nome da Previdência (Alexsander Ferraz/AT) Prova de vida A superintendente confirmou que segurados do INSS que forem às urnas neste segundo turno, no domingo, terão feita sua prova de vida. É um procedimento anual que pode ser realizado pelo cruzamento de informações de bases governamentais — nesta situação, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, sem que o segurado deva ir a uma agência em todos os casos. Michelle Moreira alertou para os golpes envolvendo a prova de vida e ressaltou que o instituto não telefona “para as pessoas solicitando nenhum tipo de informação, nem CPF, nem RG, nem pede qualquer tipo de dado pessoal, porque o INSS já possui essas informações”. Para conferir a situação da prova de vida, o beneficiário pode consultar o aplicativo Meu INSS, onde aparece a data da última atualização, ou entrar em contato com a central telefônica 135. Fila A superintendente declarou que “nós estamos dando conta da vazão” dos cerca de 1,3 milhão de novos pedidos mensais de benefícios feitos no País — como aposentadoria, salário-maternidade, auxílio-doença, benefício por incapacidade e pensão. “O que nós estamos trabalhando é para diminuir esse tempo médio e para que a gente consiga dar essa resposta mais rápido”, declarou. No Estado, o tempo médio de conclusão das análises é de 30 a 35 dias, abaixo dos 45 dias apontados como referência legal. Na Baixada, a média também é em torno de 35 dias. Michelle destacou a ampliação da chamada perícia conectada, realizada por telemedicina, como uma forma de agilizar o atendimento. Há 11 agências dispondo do serviço, que busca agilizar o andamento dos pedidos. STF decidiu que instituto deverá arcar com os pagamentos em situações previstas na Lei Maria da Penha Michelle Moreira alertou para golpes feitos em nome da Previdência