Unidade de saúde lotada em Guarujá: cidades da Baixada tinham os postos de atendimento médico sempre lotados durante o surto de virose (Alexsander Ferraz/Arquivo AT) A Promotoria de Justiça Cível de Santos, vinculada ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP), exigiu que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) explique se realizou uma investigação interna para entender a causa do surto de virose ocorrido no litoral de São Paulo entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025. A empresa também deve informar se detectou algum problema no sistema de captação de água e esgoto. Quanto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o MP quer saber quais praias estavam impróprias para o banho durante o surto, e se há alguma relação entre a falta de balneabilidade e a virose, principalmente nos dias de chuva forte. A Coordenadoria do Controle de Doenças da Secretaria Estadual de Saúde também foi questionada sobre uma investigação sobre as causas do surto e em quais cidades da Baixada Santista ocorreram os casos, além do número de pessoas infectadas. Norovírus A Secretaria confirmou a presença de norovírus em amostras de fezes coletadas na Baixada Santista. Porém, não encontrou o vírus em amostras de água potável em Praia Grande e Guarujá, justamente as cidades com maior número de casos. Respostas Em nota, a Sabesp afirmou que o surto não tem relação com a empresa e que as análises feitas pelo Instituto Adolfo Lutz não encontraram problemas na qualidade da água fornecida. A Coordenadoria de Doenças do Estado e a Cetesb confirmaram que continuam à disposição do MP para colaborar com a investigação. A Cetesb também destacou que, toda semana, divulga o Mapa de Qualidade das Praias, que monitora 175 praias no litoral paulista. O mapa pode ser acessado aqui.