[[legacy_image_257044]] A segunda edição do Encontro Regional de Educação, promovida pela União dos Vereadores da Baixada Santista (Uvebs), trouxe a reflexão sobre diversos temas como evasão escolar e recuperação de aprendizagem. No entanto, a necessidade de mais verbas para a Educação e o combate à violência no ambiente escolar mereceram especial destaque. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios Durante mais de quatro horas, representantes de secretarias municipais de Educação da Baixada Santista, além das Delegacias Regionais de Ensino de Santos e São Vicente, mostraram um balanço sobre diversas ações, como a aplicação da educação financeira entre os estudantes e os números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) - apesar da queda nos anos mais cruciais da pandemia, já ensaiam recuperação. A mediação do encontro, realizado na Unisanta, foi da gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto. “Somos a segunda maior rede da Baixada e o que me angustia um pouco, é que não somos o segundo maior orçamento. Temos muitas limitações orçamentárias. Guarujá, por exemplo, com oito mil alunos a menos, tem R\$ 200 milhões a mais na Educação. Isso potencializa nossas dificuldades”, exemplifica a secretária de Educação de São Vicente, Nívea de Cássia Dutra Costa Marsili. Se para pensar em Educação, dinheiro é indispensável, o vice-presidente da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação e membro da comissão de monitoramento e sistematização do Fórum Nacional da Educação, Eduardo Cesar da Silva faz um alerta. Segundo ele, seis dos nove municípios da Baixada Santista não conseguem maiores recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) por não cumprirem uma das condicionantes, que é a redução da desigualdade social. “Precisamos pensar nesse recurso. Porque ele é para ajudar o gestor na educação básica. Além disso, o Fundeb, está acima da Lei de Responsabilidade Fiscal. É artigo perene da Constituição. Por isso, não há limitação quanto a gasto com folha de pagamento”, reforça. Violência na ordem do dia O trágico caso da última segunda-feira, onde o ataque de um adolescente de 13 anos em uma escola estadual na capital causou a morte de uma professora e deixou mais quatro pessoas feridas, reacendeu o alerta para a necessidade de uma cultura de paz no ambiente escolar. “Precisamos falar, enquanto sociedade, sobre o quanto a gente corrobora com a violência. O que aquele menino trouxe pra dentro da escola que a gente está vendo fora dela”, pondera a secretária de Educação de São Vicente, Nívea de Cássia Dutra Costa Marsili. Segundo ela, depois da pandemia, vive-se um clima de guerra. “Mãe grita, filho, grita, vereador grita, diretor grita. E o que as crianças aprendem? A gritar. Precisamos de falas mais empáticas”. Ela acrescenta que a prática de esportes e atividades culturais possuem papel decisivo nessa mentalidade menos agressiva. “A menina do Handebol da Vila Margarida não vai entrar com faca na escola”, acredita. O dirigente regional de Ensino de Santos, João Bosco Arantes Braga Guimarães, elenca alguns sinais que permitem detectar problemas comportamentais, como o silêncio excessivo, falta de interação com os outros estudantes, a ponto de ser alvo de brincadeiras e piadas. Porém, para ele, a saída pode estar no protagonismo jovem. “Quem trabalha com o Grêmio Estudantil e participa de atividades na escola, tem menor probabilidade de ver esse jovem envolvido em atos hostis”, pontua. Ação Conjunta Para a presidente da Uvebs, a vereadora santista Audrey Kleys (Progressistas), a conversa entre os envolvidos com Educação e o Poder Público, em especial o Legislativo, é de suma importância. “Ninguém faz nada sozinho. Mas a força do legislativo é muito grande e precisa estar presente nas comunidades escolares, entendendo necessidades, fragilidades e como podemos avançar de maneira coletiva. Essa é proposta da Uvebs: somar esforços para que essa evolução seja metropolitana e não de forma isolada”, argumenta.