Há previsão de dias chuvosos na Baixada Santista (Alexsander Ferraz/AT) Amanhece neste sábado (21) mais um verão. Começando às 6h20 no Hemisfério Sul, a estação chega à Baixada Santista de forma tímida. Há previsão de que uma frente fria, que chegou na sexta (20), seja instaurada até a véspera de Natal, na terça-feira (24), e deixe o pontapé inicial da temporada com temperaturas amenas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse começo de verão já é uma amostra do restante da estação, segundo o meteorologista Guilherme Borges, do Climatempo. Apesar da previsão de chuva ligeiramente abaixo da média na Baixada Santista, o especialista explica que estão previstas frentes frias que manterão dias amenos, chuvosos e poucas ondas de calor. O verão é o período caracterizado pela elevação da temperatura em todo País, tornando também os dias mais longos que as noites e com mudanças rápidas nas condições de tempo. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), durante a estação, há mais ocorrências de chuvas intensas, queda de granizo, vento com intensidade variando de moderada a forte e descargas elétricas. Sendo que as chuvas são frequentes em praticamente todo o país, com volumes superiores a 400 mm. Guilherme ressalta que o calor ainda estará presente, como comumente na estação. Porém, o Verão 24/25 será menos intenso que o último e marcado por maiores instabilidades de tempo. “A estação é muito chuvosa, e quando a gente já tem essa expectativa de muita chuva, a tendência é que seja chuva bem presente e característica (do verão) na região”. Há previsão de alternância entre semanas chuvosas com temperaturas próximas e/ou abaixo da média e semanas de calor e pancadas de chuva típicas de verão. Além de menos quente que o anterior, o Climatempo indicou que o verão também terá períodos mornos pelo litoral. Com base em estudos da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, é frequente no verão as temperaturas ultrapassarem os 35°C durante a tarde, especialmente nas áreas mais urbanizadas e afastadas do mar, podendo chegar a 40°C. O clima se mantém dentro desta média. Os verões, contudo, são quentes e úmidos e, segundo a Cetesb, a média histórica de chuvas se mantém acima dos 250 mm no mês de janeiro. O motivo destas condições climáticas se dá pelas condições dos oceanos, que Borges comenta que moldam o clima dos continentes. “Essa passagem de frentes frias favorece, principalmente esse cenário mais instável e presente, como a gente vai ter agora ‘uma palhinha’ no final de semana”. “Isso não quer dizer que não vai fazer tempo bom e que não vai dar para aproveitar a região da Baixada Santista. A gente vai ter verão, vão ter dias de sol, só que menos comparado a outra estação, por exemplo. Tem possibilidade de ocorrência de alguma onda de calor ou outra, a gente (Climatempo) não pode descartar isso 100%. Pode ter sim uma ou outra ao longo do verão, mas algo muito pontual. Nada muito significativo”, destaca. Borges pontua que os impactos positivos desse período chuvoso para a região e o País. Depois de um longo período de seca no Outono, principalmente no estado de São Paulo, o especialista ressalta que é uma boa época para o reabastecimento hídrico e ajudar a encher os reservatórios prejudicados pelo período. Neblina Sobre as neblinas, o meteorologista enfatiza que não haverá um período longo de dias nebulosos como no final do Verão 23/24. O profissional informa que, por conta do leve esquentamento do oceano, essa condição de névoa fica menos provável de se tornar frequente. Conforme o Inmet, a previsão para os próximos três meses no Sudeste é de condições favoráveis a chuvas ligeiramente abaixo da climatologia em toda a região. Mas, tratando-se do período historicamente chuvoso dessa região, não se descarta a ocorrência de chuvas expressivas.