A ventania prevista para o Litoral de São Paulo provocou estragos entre a madrugada e a manhã desta sexta-feira (7) na região. Segundo a Defesa Civil de Santos, a velocidade dos ventos na Cidade chegou a 109 km/h às 6h40. Houve quedas de árvores e postes e a paralisação das atividades do Porto de Santos e das travessias de balsas. Os ventos fortes foram reflexo de um ciclone-bomba que avançava pelo Brasil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, uma árvore caiu sobre um carro na Rua Paraguaçu, no Boqueirão, e danificou a rede de abastecimento de água. A planta seria removida pela manhã, e galhos e demais resíduos, à tarde. A Sabesp também concluiria o conserto da tubulação nesta sexta-feira (7). Também na Rua Paraguaçu, um abacateiro caiu em um terreno particular. Por se tratar de área privada, a remoção caberia ao proprietário. Guarujá registrou ocorrências nas primeiras horas da manhã. Em Vicente de Carvalho, caíram postes e árvores na Rua Josefa Hermínia Caldas e nas avenidas Áurea Gonzalez de Conde e Vereador Lydio Martins Corrêa. Nessa cidade, também houve quedas de árvores na Rua Minas Gerais, na Vila Alice, e na Avenida Presidente Vargas, no Pae Cará, onde um poste foi derrubado. Também nesta via, uma árvore caiu na rede de energia elétrica. Na Rodovia Dr. Manuel Hipólito Rego (Rio-Santos, a SP-055), houve queda de árvore no Km 215, na altura de Bertioga, segundo a Agência de Transporte do Estado (Artesp). A via ficou bloqueada das 7h16 às 8h06, até a remoção da planta. Outras cidades Em Peruíbe, caíram duas árvores. Em São Vicente, segundo a Prefeitura, as rajadas atingiram 75 km/h, mas não afetaram serviços públicos. Em Itanhaém, com ventos de até 97 km/h, houve duas quedas de árvores, mas ninguém se feriu. De acordo com as prefeituras de Mongaguá, Praia Grande, Bertioga e Cubatão, não houve registro de ocorrências. Por precaução, as prefeituras itanhaense e de Peruíbe e Bertioga suspenderam as aulas. Nesta última, também não haverá atividades esportivas e culturais deste domingo (9). Em Cubatão, faltou energia em dez escolas municipais pela manhã, o que levou à suspensão das aulas. Nas demais, ocorreram normalmente. Em Guarujá, as aulas na Escola Municipal Lúcia Flora e no Núcleo de Educação Infantil Mauro Aprígio de Brito, no Jardim Progresso, foram suspensas devido à falta de energia no bairro. Em Santos, as feiras criativas deste sábado (8) e domingo (9) foram canceladas. O Governo Estadual suspendeu aulas nesta sexta-feira (7) em Bertioga, Cubatão, Guarujá e Santos. Efeitos de fenômeno causaram problemas e demandaram reparos (Alexsander Ferraz/AT) Não foi possível atravessar oceano As travessias Santos–Guarujá, Bertioga–Guarujá e Iguape–Juréia foram paralisadas entre a noite de quinta-feira e a manhã desta sexta-feira (7), segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Na região, a travessia Santos–Guarujá foi interrompida das 22h07 às 22h34 e, novamente, a partir das 6h38. A de Bertioga–Guarujá parou das 22h25 às 23h25 e voltou a ser suspensa às 6h55. A travessia de barcas Vicente de Carvalho–Santos ficou paralisada das 6h40 às 7h05. O canal de navegação do Porto foi fechado às 6h45, quando as rajadas de vento ultrapassaram 30 nós (55,5 km/h), segundo a Capitania dos Portos de São Paulo. Às 8h20, as operações foram normalizadas, e o tráfego de navios, retomado. Fenômeno Em entrevista para A Tribuna na quinta-feira (6), o diretor da Defesa Civil de Santos, Daniel Onias, explicou que o termo “bomba” está relacionado à velocidade de intensificação do ciclone, provocada pela rápida queda da pressão atmosférica. Segundo Onias, o ciclone daria origem à frente fria responsável pela mudança nas condições do tempo. A tendência é que, até este domingo (9), as rajadas de vento percam intensidade. O fenômeno deveria causar agitação marítima e ressaca. Ele havia destacado que o cenário previsto difere do registrado na última semana, quando ventos fortes provocaram uma morte em Santos e derrubaram árvores, placas e fachadas. Na ocasião, a combinação entre a chegada de uma frente fria e as altas temperaturas favoreceu rajadas muito intensas em um curto intervalo de tempo. Desta vez, os ventos seriam menos intensos, mas poderiam durar mais.