[[legacy_image_48891]] A venda de imóveis por imobiliárias da Baixada Santista caiu 41,69% em março, na comparação com fevereiro. A locação apresentou queda de 8,82%. Os dados do Conselho regional de Fiscalização do profissional Corretor de Imóveis (Crecisp) avaliam um curto período, mas, segundo o presidente da entidade, Augusto Viana, ajudam a orientar investidores, população e compradores. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Viana ressalta que os percentuais não o chocam e nem devem causar estranheza ao público, pois as vendas de fevereiro podem ter sido bastante expressivas e, uma eventual redução neste mês pode ter causado o impacto. A venda de apartamentos caiu 55,78% e a de casas 44,22%. O delegado regional do Creci em Santos, Carlos Manoel Ferreira, afirma ter sentido tal queda em março, mas destacou que para as próximas pesquisas o cenário será diferente. “Em abril e maio foi ótimo para ambos (venda e locação). É lógico, depende muito do tamanho (do imóvel) e do bolso de cada um”. A Reportagem pediu os números de vendas e locações dos dois períodos, mas só teve acesso aos percentuais. O presidente do Crecisp informou que a intenção é começar a divulgar os dados completos em breve, quando tiverem uma base sólida de colaboradores - Hoje, das 1.600 imobiliárias parceiras, 1.300 contribuem frequentemente. Os números da Baixada Santista, por exemplo, não contam com dados de Cubatão. “Não tivemos números e informação suficientes para incluir a cidade na métrica”. Na região, 128 imobiliárias responderam à pesquisa. “A pesquisa do Crecisp não é de expectativa futura ou previsão. É de negócios que foram efetivamente realizados no período”, reforça Viana. Perfil O diretor regional do Sindicato da Habitação (Secovi), Carlos Meschini, aponta que há mais de 10 anos acompanha e apresenta pesquisas do Secovi sobre o mercado imobiliário e, mesmo nestas análises com profissionais de estatísticas, “ainda assim os números não são precisos”, “são aproximados”. “O mercado imobiliário é muito volátil, acionário, capitalista como um todo”. A pesquisa do Crecisp revela, entretanto, o perfil do dos compradores, o que procuram. Apartamentos e casas com dois ou mais quartos, vagas privativas de garagem e até R\$ 300 mil. No caso das locações a busca é por imóveis no mesmo padrão e até R\$ 1.750. “Antes da pandemia (as compras e locações) já vinham com esse perfil, (um público) de classe média e classe média baixa que estão batalhando para ter a casa própria. Não sou contra a pesquisa, porque pode ter caído realmente (em março), até acredito que caiu de fevereiro pra março, mas depois subiu”, reforça Meschini.