[[legacy_image_137669]] Na Baixada Santista, 2022 deve começar como este ano: com a necessidade de usar máscara de proteção facial. O motivo? A explosão de casos de gripe e de outras doenças respiratórias agudas que vêm superlotando as unidades de saúde da região. De acordo com infectologistas ouvidos por A Tribuna, a variante H3N2 já circula pelo Litoral paulista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apesar de nenhuma cidade da Baixada Santista confirmar casos de H3N2, indicadores apontam que essa variante do vírus Influenza está na região. “Pelo contexto do Brasil, a gente pode dizer que é H3N2 com grande chance de acerto”, diz o médico Evaldo Stanislau sobre a cepa, que já foi registrada em 17 estados brasileiros. “Vamos viver um início de 2022 com pandemia de covid-19 e uma epidemia de Influenza fora de hora. Nós estamos cansados dos vírus, mas eles não se cansam de nós”, afirma o médico Leonardo Weissmann, dizendo que os vírus 'aproveitam' o relaxamento de restrições para proliferar com maior intensidade. As nove prefeituras da região afirmam que os testes de diagnóstico de variantes de gripe são realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, do Governo Estadual. “Quando a gente teve oportunidade de testar, deu Influenza A, mas, dentro, tem H3N2 (subtipo que ainda não foi detectado)”, ressalta Stanislau. Para o infectologista, a região vive “um surto de doença respiratória aguda”, que pode ser gripe ou covid-19. “O que me parece é que são as duas coisas ao mesmo tempo”, considera, ao destacar que a ocorrência de casos de covid-19 em pessoas vacinadas está aumentando. “Nos indicadores, começam a aparecer o surto da gripe e aumento o da covid. Provavelmente, é a Ômicron (variante do coronavírus) chegando a nossa região, pois já há transmissão comunitária na Grande São Paulo”, explica Evaldo Stanislau. De acordo com o médico, a Baixada tem dificuldades para realizar diagnósticos de laboratório. Esses exames são importantes para identificar pacientes com gripe ou com covid-19. “Com o tempo, o Adolfo Lutz vai falando qual a variante”, considera. PrevençãoDe acordo com os infectologistas, a máscara é indispensável. “É preciso que as pessoas usem máscaras, evitem aglomerações, mantenham ambientes arejados, higienizem frequentemente as mãos e, o mais importante, vacinem-se”, ressalta Leonardo Weissmann. Stanislau complementa as orientações, salientando que se deve usar a máscara corretamente, tapando o nariz e a boca. Se, dentro de casa, houver alguém com sintomas, recomenda-se que todos usem máscara. O médico também reforça que é preciso pôr em dia a vacinação contra a covid-19. “Neste momento, a vacina contra gripe não é prioritária, pois está acontecendo uma circulação maior de H3N2. Mas recomendo com ênfase total a vacina contra covid-19, porque a Ômicron precisa de proteção máxima.” Stanislau explica, que apesar de essa variante do coronavírus ser mais resistente às vacinas, os imunizantes evitam casos graves e mortes. Também se deve analisar a necessidade de procurar atendimento médico pessoalmente, afirma. “Considerando que os prontos-socorros estão muito lotados, se você não se identificar com grupos de risco e não está com falta de ar ou febre alta, mas está se sentindo gripado, medique-se em casa, espere e melhore.” A recomendação a quem não está em grupos de risco é recorrer à telemedicina. Mas, para maiores de 60 anos, pessoas com doenças crônicas, imunossuprimidos, grávidas ou mulheres que deram luz há duas semanas e crianças menores de 5 anos, é preciso "procurar médicos, fazer diagnóstico e iniciar a medicação em 48 horas”. Se necessário, deve-se fazer exame para diagnosticar qual é a doença (gripe ou covid-19).