[[legacy_image_124013]] Biólogos que monitoram a pesca de tubarões e raias no litoral brasileiro concluíram que o ferimento de uma criança de 11 anos em Ilha Comprida, no Vale do Ribeira, não foi causado por um tubarão. Ao contrário do que foi divulgado pela Prefeitura da cidade na tarde desta segunda-feira (15), a suspeita é que um cardume de raias ou de um outro peixe tenha provocado o corte na perna do menino. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O trabalho realizado pelos pesquisadores faz parte do Projeto Elasmocategorias. Para chegar à nova conclusão, de que não houve ‘ataque’ de tubarão, a equipe analisou vídeos e fotos dos curativos, além de ter realizado entrevistas com banhistas que presenciaram o ocorrido. SuspeitaA suspeita é que uma raia ticonha, espécie muito comum na região, ou outro peixe ósseo, como o bagre, tenha causado as lesões. "A análise do ferimento não foi compatível com ataque de cação", conclui o biólogo e coordenador do Elasmocategorias, Paulo Santos. Ele explica que a região onde o caso ocorreu é rica em espécies de peixes que servem como alimento para os tubarões. Por isso, um ataque seria pouco provável. De acordo com Paulo, uma confusão semelhante já havia sido registrada na praia de Camburi, em Vitória (ES). CasoO incidente com o menino de 11 anos aconteceu por volta do meio dia desta segunda, na Praia do Boqueirão Norte. Ele teve um corte na coxa esquerda e foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde levou dois pontos e está bem. "Os tubarões tendem a se afastar dos banhistas. Um ataque pode ocorrer. O litoral é rico em tubarões. Mas é algo muito raro. Geralmente, ocorre o contrário, do humano ser o predador, o vilão", completa Santos. [[legacy_image_124014]] [[legacy_image_124015]]