A mulher teve a ponta do dedo indicador direito arrancada durante briga de Carnaval em Iguape (Reprodução/Redes Sociais) A auxiliar de serviços gerais Tamiris Gonçalves Lima, de 27 anos, que teve a ponta do dedo indicador direito decepada após levar uma mordida durante uma briga no Carnaval de Iguape, no litoral de São Paulo, em 2025, enxerga a data com outros olhos um ano após o episódio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso ocorreu no dia 15 de fevereiro de 2025, na Praça da Basílica, no Centro da cidade, onde ocorrem as festividades. Na época, Tamiris relatou para A Tribuna que foi mordida pelo filho do ex-enteado do irmão, após tentar apartar uma briga entre os dois. “Só peço Justiça, porque uma pessoa dessas tem que estar presa”, disse. Um ano depois, a auxiliar de serviços gerais afirmou ao g1 Santos e Região que a data nunca mais será a mesma e ainda tem medo de encontrar o agressor, que segue solto após o episódio. "Toda vez me lembro que ele anda por aí, como se nada tivesse acontecido. Para mim, é difícil e sofro com isso. Mexeu com meu psicólogo e com a parte física porque uso proteção [no dedo] por vergonha", afirmou, mencionando que costumava aproveitar a folia. Relembre o caso Tamiris contou para A Tribuna que estava com a família aproveitando a folia quando o irmão se deparou com a ex-mulher, que estava acompanhada do filho e do atual companheiro – a auxiliar de serviços gerais explicou que a ex-cunhada tem medida protetiva contra seu irmão. Em determinado momento, o irmão de Tamiris e o ex-enteado iniciaram uma discussão, e em seguida foram às vias de fato. Imagens que circularam nas redes sociais mostram quatro homens trocando agressões. Além dos dois envolvidos, também aparecem o atual companheiro da ex-cunhada da vítima e o marido da auxiliar de serviços gerais. Nos registros, é possível ver o momento em que agentes da Polícia Militar (PM) dispersam a confusão e detêm os envolvidos. O vídeo também mostra Tamiris machucada, segurando a mão mordida. A mulher passou pelo pronto-socorro (PS) da cidade, onde tomou entre três e quatro pontos no dedo, fez exames de raio X e foi medicada. Em nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) detalhou que a vítima apresentou a radiografia e o exame de corpo de delito na Delegacia de Polícia de Iguape, onde o caso foi registrado como lesão corporal. Na época, a Prefeitura de Iguape, responsável pelo Carnaval, comunicou em nota que não tinha relação com o fato e que o ocorrido não interferiu no andamento do evento. A Administração Municipal destacou que a PM foi acionada e rapidamente deteve os envolvidos na briga, e que a cidade oferece segurança e "uma estrutura acolhedora para o visitante e para a população local".