Situação ocorreu em unidade do Sesi-SP em Registro, no Vale do Ribeira (Reprodução/Redes sociais) A mãe de uma criança de 7 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de nível 2 de suporte, prestou queixa contra a Escola Sesi-SP de Registro, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo. Nas situações descritas, ela aponta "negligência" com relação ao filho. Em uma delas, massinha de modelar foi encontrada nos ouvidos do pequeno, que obrigaram a ida a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! "Ele é grau 2 de suporte e é verbal. Porém, quando está em crise, não fala. Eu sei que foi ele que enfiou as massinhas no ouvido, mas a minha revolta foi: cadê os funcionários da escola olhando por ele, sabendo que ele é uma criança laudada?”, explica a mãe, Érika Cristina Wagner Lopes. Segundo ela, o filho gosta de frequentar a escola, mas existe algum gatilho que vem provocando essas reações, que não são acompanhadas pelos profissionais da unidade de ensino. A esperança é que o quadro mude, após uma conversa com a nova diretora, que assumiu o cargo recentemente. "Ele gosta de ir para a escola e é uma criança normal. Ele é laudado, mas, fora do ambiente escolar, não está apresentando esses problemas. Ele é uma criança, brinca, interage, fala, é inteligente. Tem que ver o que é esse gatilho que está ocasionando isso nele", desabafa a mãe da criança. Menino com diagnóstico de TEA de grau 2 de suporte colocou massinha de modelar nos ouvidos em escola (Arquivo pessoal) As situações De acordo com Érika, além do TEA, o menino apresenta ainda diagnósticos de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Transtorno Opositor Desafiador (TOD). Ele está no 2º ano do Ensino Fundamental e estuda em período integral na unidade de ensino. Em meados de julho deste ano, o menino sofreu mordidas de um cachorro, pertencente ao canil da escola. Na ocasião, uma inspetora relatou que o menino havia “fugido” da sala de aula e ido até o canil, sendo que a professora só deu falta depois de ouvir gritos da criança ao ser mordida pelo cachorro. A escola deu outras roupas e chamou Érika para que levasse o filho ao médico, mas a criança se recusou a deixar a escola. Pouco depois, o menino fugiu em direção à piscina, sendo contido por uma professora. Na última semana, por volta das 14h, a mãe foi chamada à escola, sendo informada de que seu filho estaria em crise, trancado no banheiro. Ao chegar lá, viu que ele estava sobre o vaso sanitário, em crise, e buscou "acalmá-lo, juntamente com a professora de educação especial". "Enquanto tentava acalmá-lo, notou que as inspetoras estavam paradas, sendo que, ao questioná-las, foi informada de que a coordenadora e uma professora disseram que elas não poderiam intervir", diz o relato do boletim de ocorrência. Passada a crise, segundo Érika, foi que notou a presença de massinha de modelar no ouvido do filho. "A declarante (mãe) questionou a professora, a qual respondeu que não sabia como isso teria ocorrido". Na UPA, o menino passou por uma lavagem nos ouvidos para retirada do material. Outro lado A Escola SESI Registro afirma que, durante a ocorrência registrada, o aluno "esteve acompanhado pela equipe escolar durante todo o período em que permaneceu sob os cuidados da unidade". Segundo a instituição de ensino, "todos os procedimentos foram adotados, com o acolhimento do aluno e monitoramento da situação, conforme Regimento Escolar. A gestão escolar se mantém em diálogo constante com a mãe do estudante". O Sesi-SP finaliza dizendo que "reforça seu compromisso com a proteção integral dos estudantes e com a manutenção de um ambiente seguro, acolhedor e adequado à aprendizagem".