Criança está traumatizada pelo ocorrido no ônibus escolar (Reprodução) O menino Thomas Ribeiro, de 6 anos, que tem autismo, foi esquecido dentro de um ônibus escolar por aproximadamente duas horas em Eldorado, no Vale do Ribeira. Segundo apurado por A Tribuna, a criança estava sem cinto de segurança, deitou para cochilar e passou despercebida pela monitora e pelo motorista, na última segunda-feira (24). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! De acordo com a mãe, a autônoma Cecília José Cândido da Silva Ribeiro, de 42 anos, o transporte escolar voltou para a garagem com o menino ainda dentro. "Esqueceram ele lá e fecharam a porta. Imagina o terror que ele passou quando notou que estava sozinho. A sorte é que ele é autista verbal. Se não fosse, iam achá-lo morto, né?", comenta Cecília. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela mãe, o ônibus passou às 6h50 na residência deles, para chegar às 7h na Escola Municipal Professora Lilia Viana de Almeida. O menino ficou preso no veículo até as 9h. "Depois de uma hora (do meu filho) gritando por socorro, um senhor e uma vizinha escutaram o choro e acharam estranho. Então, eles foram até o ônibus e encontraram meu filho lá dentro. Voltaram com o motorista, que abriu e o encontrou meio roxo e suado", afirma a mãe. O motorista levou o menino direto para a escola e, por volta das 11h, a diretora ligou para Cecília. "Ela estava na porta da minha casa e contou o que aconteceu. O problema é que, em nenhum momento, eles tiveram a empatia de me ligar de imediato, não o trouxeram para casa de carro e o deixaram desamparado na escola". "Depois de ter gritado por horas, claro que ele ia se acalmar. Aí, acharam que ele estava bem e, no fim da aula, colocaram (o meu filho) no ônibus de volta para casa. Omitiram o acontecido e só me falaram quando estava na hora da saída. Fui impedida de abraçá-lo no momento em que ele precisava de conforto", declara a mãe. Ainda segundo Cecília, o jovem Thomas Ribeiro está constantemente assustado e chegou a acordar às 3h para acender as luzes, pois está com "medo e traumatizado". A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como abandono de incapaz, na Delegacia de Polícia de Eldorado, e segue sendo investigado. A reportagem de A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Eldorado, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria.