Uma baleia-jubarte foi avistada por moradores que estavam caminhando na praia nesta última segunda-feira (02) (Divulgação/IPeC) Moradores da ponta norte de Ilha Comprida, no Vale do Ribeira, alertaram o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) sobre um filhote de baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) que estava encalhado na praia. A equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia Santos (PMP-BS) chegou ao local e identificou o animal, que media entre 3,5 e 4 metros de comprimento. Apesar de estar estressado, o filhote estava em boas condições e sem lesões externas. O resgate aconteceu na manhã de segunda-feira (2). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em fotos obtidas por A Tribuna, é possível notar que o animal foi encontrado vivo na faixa de areia. Logo após, a equipe de resgate de fauna devolveu o animal para o seu habitat natural. De acordo com o IPeC, os munícipes relataram ter visto uma baleia adulta na área, o que pode indicar que era a mãe do filhote. Com a maré subindo rapidamente, a equipe montou uma força-tarefa para ajudar o animal a retornar ao mar. Com muito esforço, conseguiram posicionar o filhote corretamente e, ajudados pelas ondas, o animal foi reintroduzido no oceano. O filhote nadou com facilidade e ultrapassou a arrebentação. Após a liberação, a equipe tentou encontrar o filhote, mas ele não foi mais visto. -Baleia resgatada (1.432795) Baleia-jubarte Segundo o biólogo Eric Comin, de 45 anos, o animal realmente era um filhote. “Essa época mais fria faz com que os animais migrem para outros lugares. Elas utilizam o litoral brasileiro para dar à luz, pois a água não é tão fria quanto na Antártida”, disse o biólogo. Ainda segundo ele, neste ano a perspectiva de as baleias passarem pelo litoral é bem alta. “Existe uma estimativa de que passem cerca de 30 mil baleias pelo litoral”, comentou. Comin afirma que este animal deve ter nascido neste ano, e, para estar mais seguro, precisa encontrar a mãe. “As baleias-jubarte migram mais de 25.000 km a cada ano das áreas de alimentação para as de reprodução, e geralmente nadam a uma velocidade de 27,7 km/h. Elas migram para todo o litoral brasileiro até a Bahia”, disse.