A personal trainer mordeu a coxinha de ostra e achou que havia quebrado o dente, mas, na realidade, era uma pérola em estágio inicial de formação (Arquivo pessoal) Um almoço em Cananéia, no litoral de São Paulo, terminou com uma surpresa rara para a personal trainer e educadora física Carina Lisboa. Ao morder uma coxinha de ostra, ela encontrou uma pequena esfera que, segundo especialistas, tem grande chance de ser uma pérola natural ainda em formação. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O episódio ocorreu no dia 20, no restaurante Ponto das Ostras, no Centro da cidade. Carina almoçava com um aluno quando sentiu algo estranho logo na primeira mordida no salgado, que é uma novidade do cardápio. “Quando eu fui degustar a coxinha de ostra, dei a primeira mordida e senti um pedaço duro. Achei que tinha quebrado meu dente”, contou para A Tribuna. Depois de retirar o objeto, a personal trainer percebeu que se tratava de uma pequena esfera de aspecto poroso. “Comecei a limpar e vi que realmente era uma bolinha. Ela não é lisa como uma pérola que a gente vê pronta, é um pouco porosa e arenosa. Foi bem inusitado e começamos a rir”, relatou. A coxinha faz parte da programação do 1º Festival GastroMangue, promovido pela Prefeitura de Cananéia em parceria com pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A proposta do evento é incentivar restaurantes locais a criar pratos preparados com a ostra Saccostrea cucullata. Ostra invasora De origem asiática, a espécie é considerada invasora no litoral de São Paulo por se espalhar rapidamente e disputar espaço com ostras nativas. O festival busca justamente unir gastronomia, turismo e conscientização ambiental, estimulando o consumo da espécie como uma das formas de auxiliar no controle de sua presença no manguezal. Após a descoberta, a esfera encontrada por Carina foi encaminhada a especialistas e pesquisadores da Unesp. Segundo ela, a avaliação indicou alta probabilidade de se tratar de uma pérola natural em estágio inicial de formação. Moradora do litoral, Carina pretende guardar o objeto como lembrança. Para ela, a coincidência transformou um simples almoço em uma experiência marcante ligada à natureza e à cultura caiçara da região.