Os alunos buscam por melhorias na escola (Arquivo pessoal) Alunos da Escola Estadual Capitão Bernardo Ferreira Machado, em Jacupiranga, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, encontraram, nesta terça-feira (5), larvas vivas na comida que a unidade de ensino fornece. De acordo com os jovens, não é a primeira vez que isso acontece. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A diarista Carina Ribeiro, de 39 anos, é mãe de duas alunas do ensino médio e procurou A Tribuna para denunciar o que está acontecendo na escola. “Eu, como mãe, falo em nome de todos os alunos. Cadê o direito da criança e do adolescente?”, questiona. Juntos, os alunos produziram um texto contando o que está ocorrendo de errado na unidade escolar. Sobre as larvas na comida, eles contaram que já encontraram moscas e algo que se assemelha a ração no meio da comida servida. Mesmo não contendo animais no alimento na maioria das vezes, a comida é servida fria e sem gosto. Pelo fato de os alunos estudarem em período integral, das 7h às 16h, precisam se alimentar adequadamente. Porém, os jovens também contaram que são proibidos de levarem marmitas ou adquirir alimentos externos sob a justificativa de que a escola seria responsável caso alguém passasse mal. De acordo com Carina, muitos pais já foram reclamar pessoalmente na escola, mas foram mal atendidos. Como mãe, a diarista sente que suas filhas estão sendo tratadas 'como bichos'. “É muita humilhação para elas, pois é um lugar para estudarem e evoluirem, mas estão passando por esse tipo de situação”. Ao final do texto que circula nas redes sociais, os alunos pediram mudanças na instituição de ensino. “Queremos apenas que nossa voz seja ouvida. Desejamos uma alimentação digna, saudável e de qualidade, além de transparência e responsabilidade da gestão escolar. Estamos cansados de enfrentar essas condições e esperamos uma solução que respeite nossos direitos”, disseram os alunos. Resposta Em nota, a Secretaria Estadual de Educação afirma que retirou o produto do estoque ainda no prazo de validade. Confira a resposta na íntegra A Diretoria de Ensino de Registro informa que, assim que detectou a presença de caruncho no arroz — ainda dentro do prazo de validade —, a gestão da escola retirou o produto do estoque imediatamente e solicitou a reposição. A gestão também notificou a empresa responsável pela manipulação dos alimentos e determinou a realização de novos treinamentos dos funcionários para reforçar os cuidados com o controle de qualidade dos produtos. A equipe gestora da unidade está à disposição da comunidade escolar para maiores esclarecimentos.