A cidade da região com maiores índices de cobertura vacinal foi São Vicente; com os menores, Mongaguá (Alexsander Ferraz/ AT) Com o objetivo de ampliar a cobertura, a campanha de vacinação contra a paralisia infantil foi prorrogada até o final deste mês em todo o Estado de São Paulo,o que inclu as nove cidades da Baixada Santista – que apresentaram números alarmantes. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em Santos, até a última atualização, foram distribuídas 1.759 doses da vacina oral contra a poliomielite, correspondendo a 12,6% do público-alvo. Em Cubatão, até o último dia 7 foram aplicadas 639 doses, que equivalem a 11,13% de cobertura. Praia Grande, desde o início da campanha, aplicou a vacina em 3.222 crianças, totalizando 16% do público-alvo. Já Guarujá aplicou 3.303 doses do imunizante, o que representa uma cobertura vacinal de 23%. Em Mongaguá, foram aplicadas 299 doses, vacinando 11% do esperado. Peruíbe vacinou 540 crianças, equivalente a 12,91% da população. Em Bertioga, foram aplicadas 586 doses de vacina contra a pólio na estratégia da campanha, representando 17,33%. Itanhaém, por sua vez, informou que apesar da baixa procura, foram aplicadas 1.247 doses, o que corresponde a 25,75% da cobertura vacinal. Entre as cidades da Baixada Santista, São Vicente foi a que apresentou o maior índice de crianças vacinadas. Foram aplicadas 4.062 doses da vacina inativada poliomielite (VIP), representando 74,48% do público-alvo, já imunizante na forma oral (VOP) foram 4.212 doses representando 57,02% do público-alvo. Todas as cidades informaram que estão em busca de ampliação da cobertura vacinal em seus postos de saúde. O estado De acordo com a Diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da Secretaria do Estado de Saúde (SES), Tatiana Lang, o público-alvo era de cerca de 2 milhões de crianças em todo o Estado. Entretanto, nem 10% desse número foi atingido – por isso foi foi determinada a ampliação da campanha. A pólio selvagem está eliminada no Brasil desde 1989 e em São Paulo desde 1988. O ato fez com que o País recebesse a certificação de área livre da doença em 1994. Com a baixa cobertura vacinal, a pasta teme que a doença volte a circular no Estado, uma vez que já há casos registrados em alguns países. A diretora explica que, quando uma região não cumpre com a cobertura vacinal, pode colocar em risco todo o Estado, pela proliferação da doença. Ela também enfatiza que o Estado recebe pessoas de todo o mundo, por aeroportos e até mesmo pelo Porto de Santos. “Nosso Estado tem o maior porto da América Latina, o maior aeroporto da América do Sul. Nós precisamos lembrar disso. As pessoas circulam, elas vão e vêm, precisamos proteger o nosso território, e com isso a gente precisa das crianças protegidas”. Fake news Ela acredita que boa parte da baixa cobertura se dá pela proliferação de fake news em relação à vacinação e também pela dessensibilização das pessoas aos riscos que a poliomielite pode trazer – uma vez que o último caso foi registrado há 36 anos. “Muitas pessoas não tiveram contato com crianças que tinham sequelas advindas da poliomielite. Com isso, negligenciam o fato de que essa doença existe e pode retornar para o nosso território”.