[[legacy_image_30900]] As nove cidades da Baixada Santista já aplicaram, até esta quarta-feira (17), 39.237 doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a covid-19 e nenhuma reação grave foi relatada pelas prefeituras. Os poucos efeitos colaterais observados foram os já esperados, como dor de cabeça e no local da aplicação. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Alguns países da Europa suspenderam temporariamente a imunização com a Oxford/AstraZeneca após relatos de formação de coágulos de sangue em pessoas vacinadas. Até agora, não há nenhuma comprovação de que os casos tenham ligação com o imunizante e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um parecer para que os países não interrompam a vacinação. A infectologista Raquel Stucchi lembra que o Brasil tem milhões de doses dessa vacina aplicadas e a ocorrência de reações graves deve ser alvo de uma avaliação criteriosa. Para ela, a vacinação deve prosseguir. “Pelo volume de doses aplicadas, temos segurança em manter a vacinação no nosso País. Quando você inicia uma campanha para milhares de pessoas, as reações vão aparecer. E outras doenças continuam acontecendo, AVC, infarto, convulsão. Por isso, é necessário rigor para estabelecer se tem alguma reação de causa e efeito com a vacina”. A médica Márcia Rodrigues, dona de uma clínica particular de vacinas em Santos, acredita que o imunizante é seguro, porque as reações graves relatadas são raras e ainda não foram comprovadamente associadas às doses. “A situação no Brasil e no mundo é muito preocupante e não usar essa vacina nesse momento é muito pior”. Fiocruz Responsável pela distribuição da vacina no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que a Oxford-AstraZeneca tem se demonstrado, até o momento, uma vacina “extremamente segura e eficaz”. Essa segurança, diz a Fiocruz, foi demonstrada em ensaios clínicos de fase I, II e III, com mais de 60 mil participantes, tendo seus dados publicados em revistas científicas reconhecidas internacionalmente. “Mais de 17 milhões de pessoas, na União Europeia e no Reino Unido, e cerca de 3 milhões de pessoas no Brasil já foram vacinadas com esse imunizante sem que houvesse, até o momento, evidência de aumento de risco de formação de coágulos sanguíneos em qualquer faixa etária”. Segundo a AstraZeneca, teriam sido relatados, até 8 de março, 15 eventos de trombose venosa profunda e 22 eventos de embolismo pulmonar. A investigação da farmacêutica, referente à vacinação das mais de 17 milhões de pessoas na União Europeia e Reino Unido, “não demonstrou evidência de aumento do risco de eventos trombólicos para qualquer faixa etária, gênero ou lote de vacina de determinado país”. Anvisa Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) diz que está acompanhando e buscando informações junto às autoridades internacionais sobre possíveis eventos adversos relacionados ao uso da vacina de Oxford/AstraZeneca. “Por meio de sua área internacional, a Anvisa já solicitou informações sobre a investigação promovida na Europa. O lote que teve o uso suspenso pelas autoridades europeias não veio para o Brasil. Nas bases nacionais que reúnem os eventos ocorridos com vacinas não há registros de embolismo e trombose associados às vacinas contra a covid-19". Veja as doses aplicadas na região: Santos - 14.049 São Vicente – 9.460 Guarujá - 5.830 Praia Grande - 4.099 Cubatão - 1.968 Bertioga - 840 Mongaguá - 810 Itanhaém - 1. 070 Peruíbe - 1.111