[[legacy_image_15844]] Duas semanas é o tempo necessário para começar a ver os efeitos de uma medida adotada para conter a transmissão da Covid-19. Com a obrigatoriedade do uso de máscaras, que começou a valer desde quinta-feira (7) em todo o Estado, o infectologista Marcos Caseiro espera que os números referentes ao coronavírus melhorem nos próximos dias. O anúncio foi feito durante uma edição especial do A Região em Pauta, com o tema "Santos no combate ao Coronavírus", com transmissão ao vivo na página do Facebook do Grupo Tribuna. Também participaram do debate o prefeito de Santos Paulo Alexandre Barbosa, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Omar Assaf, o presidente da Associação Comercial de Santos, Mauro Sammarco, e o presidente do Grupo Mendes, Paulo Mendes. A mediação foi da jornalista e editora-chefe de A Tribuna, Arminda Augusto. As mudanças são com relação a transmissão, mortalidade e casos graves. Os dados epidemiológicos serão muito eficientes nesse sentido de termos uma ideia melhor da realidade”. Segundo ele, novas informações podem ser construídas com os dados da segunda fase do estudo epidemiológico para mapear o avanço do novo coronavírus na região, coordenado por Caseiro. “Isso pode refletir em mudanças reais. Podemos pensar em alguma possibilidade de abertura, com muito cuidado, levando em conta também os próximos anúncios do governador”, diz ele. Para o especialista, o uso de máscaras fará a diferença e mostrará com essas medidas realmente funcionaram. “É o momento da gente discutir sim algumas alternativas e em conjunto com outros especialistas e setores. Não sair de casa é algo que não conseguiremos manter por muitos meses, mas o uso de máscaras e de álcool em gel certamente farão parte da nossa rotina por muito tempo ainda”. Pressionado por alguns para flexibilizar algumas medidas referentes ao isolamento social, Caseiro defende que a região está em uma curva de ascensão e não se pode mexer nessa questão por enquanto. “Toda vida tem uma significância igual. Todas as pessoas tem o mesmo direito de viver, jovens ou idosos. Eu peço desculpas, porque sei que os comerciantes estão desesperados neste momento, mas eu luto pela vida. A vida é o meu juramento. Se não conseguirmos diminuir a taxa de transmissão, teremos uma mortalidade muito alta e não podemos deixar que isso aconteça”.