[[legacy_image_315043]] Quatro unidades de saúde de Santos passaram por uma fiscalização surpresa do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) e apresentaram irregularidades. A auditoria, ocorrida na semana passada, ocorreu em todo o Estado e teve como foco serviços gerenciados por organizações sociais (OS). A Prefeitura afirma que as situações serão verificadas (veja a nota no fim da reportagem). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! As unidades de pronto atendimento Central, Zona Leste e Zona Noroeste, além do Complexo Hospitalar dos Estivadores, foram vistoriadas pelo órgão estadual. No restante da Baixada Santista, a auditoria esteve no Hospital Irmã Dulce (Praia Grande), no Pronto-Socorro de Vicente de Carvalho (Guarujá), no Hospital Municipal de Bertioga, no Hospital Regional Jorge Rossmann (Itanhaém) e na Maternidade Municipal de Peruíbe. Em todo o Estado, os fiscais estiveram em 170 unidades de saúde, distribuídas em 98 cidades. Um relatório geral apresentado pelo TCE-SP aponta que, em mais de 30% delas, existem equipamentos quebrados, além de remédios vencidos em mais de 10% dos locais. Conforme a TV Tribuna, na UPA Zona Leste, os agentes encontraram privadas sem tampa nos banheiros, além de equipamentos sem uso no depósito. Já a UPA Central apresentou problemas no atendimento aos pacientes em razão de instabilidade no sistema eletrônico, e também não havia cadeiras para todos que aguardavam. Outro exemplo foi na UPA Zona Noroeste. Por lá, os fiscais do TCE-SP constataram que o prontuário eletrônico possui interligação parcial com outras unidades de saúde, o que impede acesso total ao histórico clínico do paciente. Ainda de acordo com o TCE-SP, os locais visitados ao longo do Estado apresentaram dificuldades para transferência de pacientes e falhas no armazenamento de remédios e na limpeza das unidades. Ambas as falhas foram constatadas em mais de 20% dos locais visitados. Os relatórios específicos por unidades ainda serão apresentados. [[legacy_image_315044]] Posicionamento A Secretaria de Saúde de Santos disse que, até o momento, não recebeu os relatórios do TCE-SP, e que todas as situações apontadas vão ser verificadas junto às organizações sociais. A pasta esclarece que o tempo de espera por atendimento varia conforme o quadro clínico do paciente, seguindo o Ministério da Saúde. A classificação tem quatro cores: azul (até 4h de espera), verde (até 2h), amarelo (até 30 minutos) e vermelho (atendimento imediato). "Todas as organizações sociais enviam relatórios quadrimestrais de atividades, incluindo produtividade geral, conforme previsto no contrato de gestão. As pesquisas de satisfação dos usuários são planilhadas mensalmente, com aprovação superior a 90% em todas as unidades de pronto atendimento", afirma a Prefeitura. Ainda de acordo com a pasta, em relação a demora no atendimento, houve uma instabilidade na rede informatizada, e já foram tomadas as providências para que o sistema seja hospedado em nuvem. [[legacy_image_315045]]