O túnel Santos-Guarujá, a situação das famílias que vivem em palafitas e os impactos do Porto de Santos sobre a região estiveram entre os principais temas abordados pelo candidato do Podemos ao Senado por São Paulo, Geraldo Rufino, em entrevista, nesta segunda-feira (21), ao Grupo Tribuna. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Empresário, Rufino conta que começou a trabalhar ainda criança, foi empregado com carteira assinada e, mais tarde, tornou-se empresário. “Conheço as dores de quem morou na favela porque estava lá. As dores de quem não tem o que comer”. O candidato criticou a polarização e disse que pretende ocupar o que chama de uma “cadeira do povo” no Senado. Na Baixada Santista, Rufino defendeu a construção do túnel Santos-Guarujá e afirmou que a obra já deveria ter avançado. “Esse túnel precisa terminar. Agora precisa fazer”. Para o candidato, parte da demora está ligada à falta de entendimento entre as esferas do poder público. Rufino afirmou que o Senado pode ajudar na articulação entre União, Estado e municípios, além de atuar na busca por recursos federais. A situação das famílias que vivem em palafitas também foi citada. Rufino defendeu maior participação do Governo Federal em programas habitacionais e disse que as famílias precisam ser reassentadas em locais próximos às comunidades onde já vivem. “Se tirar a casa de alguém, você tem que dar o endereço para ela ir. Onde? Perto. Nós temos condição de fazer isso”. Segundo ele, melhores condições de moradia têm reflexos também em áreas como saúde, segurança e geração de renda. Ao falar sobre o Porto de Santos, o candidato destacou a importância econômica do complexo para o País, mas defendeu que sua expansão venha acompanhada de investimentos nas cidades da região e de melhores condições para os trabalhadores ligados à logística. “O Porto de Santos é um pilar para o País”, declarou. Rufino citou a necessidade de integração entre prefeituras, Governo do Estado e União para que o desenvolvimento portuário também alcance as áreas do entorno. Na segurança pública, Rufino defendeu que o enfrentamento ao crime organizado ataque principalmente sua estrutura financeira. Segundo ele, as organizações criminosas dependem de recursos para manter suas atividades e, por isso, o rastreamento do dinheiro deve ter papel central. “O grande poder está no sistema financeiro”, afirmou. Questionado sobre o endurecimento de penas, disse que a prevenção deve receber mais atenção, com investimentos em educação, emprego, renda e estrutura para os profissionais da segurança. Rufino também se declarou favorável às privatizações, desde que haja fiscalização rigorosa sobre as empresas responsáveis pelos serviços. Emprego e renda aparecem entre as principais bandeiras apresentadas pelo candidato. Rufino criticou a burocracia enfrentada por pequenos empresários e defendeu simplificação de regras e tributos. “O que precisa é simplificar a vida do pequeno empreendedor”. Quem é Geraldo Rufino, de 67 anos, é candidato ao Senado por São Paulo pelo Podemos. Nascido em Campos Altos (MG), trabalhou como catador de latinhas antes de fundar, em 1985, a JR Diesel. Também é escritor e palestrante. Em 2018, disputou uma vaga de deputado federal e ficou como suplente.