Além de São Vicente, outras regiões do país já sofreram com ondas gigantes (Imagem ilustrativa/Pixabay) A primeira vila do Brasil, São Vicente, foi atingida por uma grande onda em 1541, que mexeu com a estrutura do lugar e destruiu a Igreja Matriz e o Pelourinho. Depois de 483 anos, será que há possibilidade de outro tsunami atingir o litoral de São Paulo? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A principal causa de tsunamis são abalos sísmicos, como terremotos no fundo marinho ou erupções de um vulcão submarino. Dado esta razão, torna-se muito improvável o acontecimento deste fenômeno no Brasil, pois é raro ter terremotos de alta intensidade no Atlântico Sul. Isso é o que afirma o professor e coordenador do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), Wandrey de Bortoli Watanabe. “Outra possível causa é o choque de meteoritos ou deslizamentos de terra massivos em baías, também eventos raros” acrescenta o oceanógrafo. Quando um fenômeno muito forte acontece no mar, pode acontecer um tsunami, que pode ser caracterizado como uma onda bem longa. Em mar aberto, pode se estender por centenas de quilômetros e ter períodos que variam de alguns minutos a duas horas, alcançando velocidades de até 800 km/h. “Porém, costuma ter pequena amplitude, ou seja, é uma onda baixa, com algumas dezenas de centímetros, raramente chegando ou passando de um 1 metro” afirma o professor. Um tsunami, apesar de reduzir sua velocidade para cerca de 50 km/h ao se aproximar da costa, mantém sua grande quantidade de energia. O comprimento da onda diminui e a altura aumenta, podendo chegar a vários metros. Ao contrário das ondas geradas pelo vento, o tsunami é observado na costa como um recuo do mar seguido por uma intensa inundação. Meteotsunami Um tipo de grande onda que pode acontecer no país e já ocorreu em anos recentes é o tsunami meteorológico. Santa Catarina, em 2019, e Balneário Rincão, em 2014, foram dois lugares do Brasil que já presenciaram o evento. Ele tem causas distintas do tsunami devido a condições meteorológicas severas. “É uma onda similar, porém menos intensa que o tsunami de atividade sísmica. Ainda assim, tem potencial destrutivo, por conta de alagamentos” afirma o coordenador do curso de Oceanografia da Unifesp. Leia mais sobre o assunto: Tsunami no Brasil: conheça lugares do país que foram atingidos por ondas gigantes Tsunami no cinema: veja cinco filmes sobre tragédias com ondas gigantespara assistir nos streamings Vulcão adormecido desde 1971 pode causar tsunami no litoral brasileiro; veja características