Tsunami, Furacão e Terremoto: Baixada Santista pode ter esses fenômenos? (Imagem Ilustrativa Pixabay, Reprodução e Unsplash) Uma grande onda teria atingido a primeira vila do Brasil, São Vicente, no ano de 1541. O furacão Catarina causou danos significativos na região sul catarinense e no litoral norte do Rio Grande do Sul em 2008. No mesmo ano, o litoral de São Paulo teve uma experiência de 'terremoto', com o epicentro no oceano, próximo à costa de São Vicente. Depois desses fenômenos registrados, será que há a possibilidade de algum deles acontecer novamente e, eventualmente, atingir a Baixada Santista? Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Terremoto O terremoto pode ser definido, de acordo com especialistas, como a liberação rápida de energia acumulada dentro da terra. Sismo, abalo sísmico e tremor são considerados sinônimos. Porém, para o fenômeno ser chamado de terremoto, é necessário normalmente que a magnitude na escala Richter seja maior do que 6,0, explica o professor e doutor de Geofísica da Universidade Católica de Santos (UniSantos), Oleg Bokhonok. A Baixada Santista já registrou um abalo sísmico de 5,3 na escala Richter, em abril de 2008. O evento teve seu epicentro no oceano, próximo à costa de São Vicente. “Sendo assim, não é possível afirmar de forma categórica que futuramente um terremoto não vai acontecer na região”, afirma Bokhonok. Furacão Esse evento é uma grande tempestade com ventos muito fortes que giram em círculos. Esses fenômenos se formam principalmente em áreas do oceano, especialmente nas regiões tropicais, onde há bastante umidade. O Brasil já teve uma situação assim em 2004, quando o furacão Catarina atingiu a costa sul do país. Após 20 anos, os meteorologistas informam que, no Brasil, não há temperaturas tão altas e persistentes para a formação de novos furacões. No entanto, considerando o aquecimento global e os oceanos com temperaturas mais elevadas, essa possibilidade não pode ser descartada totalmente. “É uma probabilidade muito baixa, mas a possibilidade de termos formação de furacões no Atlântico Sul também já começa a aumentar um pouco”, afirma a meteorologista Josélia Pegorim. Além disso, ela aponta que essa seria uma situação "extremamente rara", caso acontecesse na costa de São Paulo e na Baixada Santista. Tsunami O tsunami pode acontecer quando algum fenômeno muito intenso acontece no mar, o que ocasiona um tipo de onda bem longa. A principal causa de tsunamis são abalos sísmicos, como terremotos no fundo marinho ou erupções de um vulcão submarino. Dada essa razão, torna-se muito improvável o acontecimento do fenômeno no Brasil, pois é raro haver terremotos de alta intensidade no Atlântico Sul. É o que aponta o professor e coordenador do curso de Oceanografia da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), Wandrey de Bortoli Watanabe. “Outra possível causa seria o choque de meteoritos ou deslizamentos de terra massivos em baías, também eventos raros”, acrescenta Watanabe. Um tipo de onda grande que pode acontecer no país e já aconteceu recentemente é o meteotsunami. “É uma onda similar, porém menos intensa do que o tsunami de atividade sísmica. Ainda assim, tem potencial destrutivo, por conta de alagamentos”, arremata o coordenador do curso de Oceanografia da Unifesp. Leia mais sobre o assunto: Tsunami no Brasil: conheça lugares do país que foram atingidos por ondas gigantes Tsunami no cinema: veja cinco filmes sobre tragédias com ondas gigantescas para assistir nos streamings Vulcão adormecido desde 1971 pode causar tsunami no litoral brasileiro; veja características Tsunami já atingiu praia do litoral de São Paulo; relembre