[[legacy_image_196646]] Advogados trabalhistas da Baixada Santista participaram, na semana passada, de mais um encontro com o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) e expuseram à cúpula do tribunal queixas e demandas do dia a dia. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A iniciativa foi da Associação dos Advogados Trabalhistas de Santos e Região (AATS), que trouxe a Santos o presidente do TRT-2, desembargador Luiz Antônio Moreira Vidigal, o vice-presidente, Valdir Florindo, e o corregedor regional, desembargador Marcelo Freire Gonçalves. Em Santos, parte das queixas dos advogados está relacionada ao funcionamento da 1ª Vara Trabalhista, onde a demora na tramitação dos processos é superior às demais. Apesar de ter dez funcionários para dar conta da demanda, parte está afastada por variados motivos, o que reduz a eficiência do trabalho. Uma solução apontada pelo presidente foi incluir essa vara em um programa de mentoria, para que os pontos deficientes sejam identificados e corrigidos. Os advogados também relataram aos três desembargadores a falta que faz às varas da região ter um calculista à disposição, para que os processos tramitem com mais rapidez. Dados do TRT-2 indicam que, nos seis primeiros meses deste ano, Cubatão, Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Santos receberam 10.167 novos processos, o que dá uma média de 56 novas ações por dia. Só em Santos, foram 3.801 ações trabalhistas nos seis primeiros meses. Segundo Vanessa Morresi, presidente da AATS, os desembargadores do tribunal acolheram as demandas, explicaram os trâmites e providências que vão adotar para cada uma e quais não estão na alçada do tribunal. Vanessa destaca a boa relação que a entidade tem com o tribunal. Esta é a segunda reunião do tipo organizada pela associação. A primeira foi em 2019. “Essas reuniões são positivas porque conseguimos expor os problemas de toda uma região. Na verdade, a justiça só acontece se tem advogado. É ele que faz essa roda se movimentar”. Outro destaque da presidente é que, na região, os juizes também dão espaço para o diálogo com os advogados, atitude que ela vê como nobre.