[[legacy_image_323773]] Moradores de três cidades da Baixada Santista, no Litoral de São Paulo, têm reclamado da falta d’água. Segundo relatos ouvidos pela reportagem de A Tribuna, o quadro tem persistido desde a virada do ano. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a professora Ellen Radosta, de 27 anos e moradora do bairro Flórida, em Peruíbe, desde o dia 1º não há água na caixa da casa onde vive, na Rua Silvio Pinto Soares. Além da falta d’água, a falta de respostas tem incomodado os moradores. “Tinham dado a previsão de que a água voltaria ao normal na madrugada de hoje (quinta, 4), mas até agora nada”, diz. Em Guarujá, a situação é parecida, de acordo com o motorista Thiago Rodrigues, de 44 anos, morador do Loteamento João Batista Julião. “Em casas que não têm bomba, não chega água”, conta. A situação, diz o motorista, é recorrente a cada ano. “Não adianta [reclamar], é chover no molhado”, protesta. Na última terça-feira (2), A Tribuna foi à cidade de São Vicente, onde moradores da Rua Carijós, no Parque São Vicente, fizeram reclamações sobre uma falta d’água “programada”, que acontecia na rua a partir das 22h. “Temos que nos planejar, não há outro jeito. Tomo banho e lavo louça mais cedo, separo água para os cachorros, porque sei que é recorrente”, queixou-se a técnica de enfermagem Roseli Bartolomeu, de 53 anos. Sabesp se posicionaProcurada para dar esclarecimentos a respeito das situações de Peruíbe e Guarujá, a Sabesp, em nota, esclareceu que o abastecimento de água nos dois municípios está se restabelecendo de forma gradativa, e deve estar normalizado nos próximos dias. A companhia disse, também, que está vistoriando todos os endereços informados e disponibilizando caminhões-tanque aos imóveis que tenham caixa d’água e que ainda estejam com situações de anormalidade no fornecimento. De acordo com a companhia, houve reforço nas equipes e equipamentos para minimizar o impacto ao abastecimento durante esta temporada de verão, em que a região tem maior concentração de pessoas e registra alta no consumo por causa do calor. Ainda conforme a Sabesp, moradores que tiverem solicitações a fazer devem procurar os canais oficiais de atendimento, que funcionam 24 horas: telefone 0800 055 0195 (ligação gratuita), WhatsApp oficial 11-3388-8000 (mensagem de texto) ou agência virtual (agenciavirtual.sabesp.com.br). A concessionária destaca que a superlotação das residências torna as instalações internas ineficazes, ainda que o sistema se mantenha operando normalmente. A respeito da reclamação da moradora de Peruíbe, a Sabesp informou que realizou vistoria técnica na presença da cliente e identificou que a distribuição de água ao imóvel onde ela vive acontece de forma adequada. Segundo a companhia, a moradora foi orientada a verificar as instalações internas da residência. Em relação ao ocorrido em São Vicente, a concessionária alega que o abastecimento na Rua Carijós ocorre “normalmente”. A Sabesp afirma que “a variação da pressão da água distribuída pode acontecer momentaneamente durante manutenções para melhoria do sistema de abastecimento. Isso não deve causar impacto em imóveis que possuam caixa d'água com reserva mínima para 24 horas, como determina o Decreto Estadual 12.342/78”. Nesta quinta-feira, a concessionária emitiu um comunicado recomendando o uso consciente de água para evitar a falta, provocada pelo aumento do consumo motivado “pelo grande fluxo de visitantes no Litoral de São Paulo”. Entre as medidas recomendadas pela Sabesp, estão tomar banhos curtos, deixar a torneira fechada enquanto escovar os dentes ou fazer a barba e não usar água corrente para descongelar alimentos.CONFIRA VÍDEO DE MORADOR DE GUARUJÁ