A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), do Governo Estadual, pediu uma licença ambiental para iniciar a construção de uma linha de trem entre a Baixada Santista e o Vale do Ribeira. Nesta quinta-feira (6), a Companhia Ambiental do Estado (Cetesb) solicitou a apresentação de um estudo de impacto ambiental antes de liberar o projeto, cujo custo é avaliado entre R\$ 19 bilhões e R\$ 21 bilhões. Não há prazos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O objetivo da CPTM é que, após 24 anos, trens de cargas e passageiros voltem a circular de Santos a Cajati. São 223,6 quilômetros de malha ferroviária em seis cidades da Baixada e sete do Vale. A estimativa é transportar 32 mil passageiros e 600 contêineres por dia. No futuro, a ideia é que o sistema seja integrado ao Trem-Intercidades Santos-São Paulo, conectando Capital, Litoral e Interior. O percurso A nova linha terá trens expressos, com 2h20 de viagem, e paradores — de Santos a Peruíbe em 48 minutos e de Peruíbe a Cajati em 1h56. De Santos a Peruíbe, numa extensão de cerca de 80 km, a via será elevada. O trem partiria de uma altitude de dois metros, no Centro de Santos, e chegaria à altitude de 75 metros, em Cajati. O plano é que sob a linha sejam construídos parques lineares, ciclovias e estacionamentos para banhistas. A ferrovia seguiria paralelamente às praias. Os trilhos já existentes no trajeto passarão por análise técnica e, quando possível, serão recuperados para reaproveitamento da malha ferroviária já existente. Em novembro de 2018, uma vistoria do Ministério Público Federal (MPF) constatou construções clandestinas e até plantações de banana sobre a linha férrea. Estações que foram depredadas ou com danos na estrutura devido ao abandono terão de ser reconstruídas ou substituídas por prédios novos. Prefeitos da região se mobilizam há anos pela reativação da ferrovia.