[[legacy_image_207876]] O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) ampliou o número de urnas que serão submetidas aos testes de integridade e de autenticidade em terras paulistas, na véspera e no dia de votação do primeiro turno das eleições, 1º e 2 de outubro, respectivamente. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A indicação das 43 urnas que serão submetidas à auditoria será feita na véspera do pleito, em cerimônia pública promovida pela Justiça Eleitoral, por representantes dos partidos políticos e de entidades fiscalizadoras. Nas eleições anteriores, a checagem era feita em 10 urnas. O teste de integridade consiste em verificar a igualdade entre a totalização dos votos feitos em cédulas de papel com os votos digitados nas urnas eletrônicas e será realizado em 43 urnas eleitorais. Anteriormente, o teste era feito em cinco urnas. De acordo com o TRE-SP, as urnas escolhidas um dia antes das eleições são retiradas de seus municípios de origem e substituídas por novos equipamentos. Posteriormente, elas serão instaladas e monitoradas na Sala Tarsila do Amaral, no Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, 1.000, na Capital. No domingo das eleições, dia 2 de outubro, antes do início da votação, cada uma das 43 urnas expede um relatório chamado zerésima para comprovar que não há nenhum voto computado nos equipamentos. Procedimento Durante o decorrer da votação, servidores do Poder Judiciário e do Ministério Público recebem os votos das cédulas de papel e digitam nas 43 urnas eletrônicas. O ambiente e os números digitados no teclado das urnas são filmados. Ao final da votação, às 17 horas, será impresso um Boletim de Urna (BU) com os votos computados em cada equipamento e um boletim expedido pelo sistema que contém os votos das cédulas de papel, para comprovar a coincidência dos resultados. Teste de autenticidadeAlém do teste de integridade, o TRE-SP também realizará o teste de autenticidade, que passou de cinco para 10 urnas eleitorais. Esses equipamentos também serão escolhidos pelas entidades fiscalizadoras na véspera da votação de primeiro turno, no dia 1º de outubro, mas permanecerão nas próprias seções eleitorais. A auditoria, conduzida pelo juiz eleitoral ou por pessoa designada por ele, com a presença dos representantes das entidades, começa antes do início da votação. É inserido na urna um programa verificador das assinaturas digitais, que apresentará na tela a quantidade de programas instalados na máquina e se as assinaturas são válidas. Após esses procedimentos, é impressa a zerésima, relatório que mostra que ainda não há nenhum voto registrado na urna, e é aberta a seção para a votação dos eleitores. O objetivo é demonstrar que a urna eletrônica possui os mesmos sistemas abertos, compilados, assinados e lacrados pelo TSE. Esses arquivos são gerados a cada eleição e são uma das garantias de segurança do processo eleitoral, podendo ser consultados on-line. Cronologia do preparo O início da preparação das urnas eletrônicas será quarta-feira (21), no Cartório da 118ª Zona Eleitoral de Santos (Rua Amador Bueno, 63). A convocação foi feita pela juíza eleitoral Ariana Consani Brejão Degregório Gerônimo. Das 11 às 18 horas, o cartório irá iniciar os trabalhos de verificação dos sistemas e também ocorrerá a cerimônia pública da geração de mídias. A partir do dia seguinte, quinta-feira, no mesmo horário, terão início os procedimentos de preparação, teste de funcionamento e lacração das urnas eletrônicas, bem como a verificação e a lacração das urnas de lona, que serão utilizadas em eventual votação por cédulas, no âmbito da Zona Eleitoral 118. Já no dia 28 de setembro, às 15 horas, será realizada a cerimônia de auditoria das urnas eletrônicas que serão utilizadas na votação de 2 de outubro. Todas as cerimônias são públicas, podendo ser acompanhadas por interessados.