Travessia de barcas no litoral de São Paulo voltou a operar com instalação de flutuante temporário (Bárbara Marques/AT) A operação de barcas que faz a travessia Santos-Guaruja foi reativada para os usuários na manhã desta quinta-feira (10), por volta das 9h30. Foram dois dias de trabalho após o flutuante afundar no terminal em Santos na noite de segunda-feira (8). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o secretário-executivo Anderson Oliveira, da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), a obra do atracador temporário e a rampa de acessibilidade foram finalizadas por volta das 6h para que a Marinha pudesse inspecionar as estruturas já nesta quinta. “A gente quer, de fato, garantir a segurança do usuário”, garantiu ele para A Tribuna. De acordo com o secretário, o flutuante temporário manteve a mesma capacidade operacional da estrutura anterior. “A mesma população que era atendida anteriormente, continua sendo atendida agora também por essa solução temporária que a gente está dando aqui”, afirmou. Ainda conforme o representante da Semil, o flutuante temporário deve operar por cerca de 60 dias, tempo necessário para a finalização da embarcação permanente. “O flutuante precisa, agora, ser bem estacado no fundo do mar, então isso demora um tempo de curagem do concreto”, esclareceu. “Também visando a segurança, a gente quer fazer a coisa com calma. Já tem essa solução aqui pra fazer o flutuante lá com toda a segurança possível”. O secretário ainda agradeceu a paciência da população que, durante a semana, ficou impossibilitada de utilizar o serviço. “A gente, de fato, fez um trabalho aqui, uma força-tarefa muito grande aqui, intensa, foram 50 pessoas envolvidas, trabalharam a madrugada inteira para entregar esse flutuante”, destacou. Anderson Oliveira, secretário-executivo da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) de São Paulo (Bárbara Marques/AT) Usuários aliviados Uma das primeiras a utilizar o serviço foi Maria Isabel Pereira dos Santos Honorato. A domestica de 58 anos, que no momento está afastada por motivos de saúde, comemorou a retomada da operação. “É muito melhor, lógico, com certeza. Porque a catraia além de ser perigoso, pro idoso, a barca é bem melhor”, diz. Maria Isabel contou que precisou utilizar a catraia nesta quarta (9) para fazer uma bateria de exames em Santos. “Sofri um pouco com isso, queria logo esse flutuante”, desabafou. “Foi excelente o tempo recorde de ter colocado esse flutuante”. Agora, a doméstica afirma não ter do que reclamar. “Hoje foi maravilhoso. Quando eu cheguei e vi a barca encostando, eu falei: ‘ai que maravilha!’”, celebrou. Maria Isabel Honorato foi uma das primeiras pessoas a usar a travessia de barcas após o retorno das operações (Bárbara Marques/AT)