A Baixada Santista chegou a 161 mortes no trânsito entre janeiro e julho deste ano, segundo a atualização mais recente do Infosiga, sistema do Detran-SP que acompanha a letalidade nas vias paulistas. O número significa que, em média, uma pessoa perdeu a vida no trânsito da região a cada 31 horas nos primeiros sete meses de 2026. Os dados consideram ocorrências tanto em vias urbanas quanto em rodovias. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os motociclistas continuam no centro do problema. No primeiro semestre, eram 66 mortos, alta de 17,9% sobre igual período de 2025. Com a incorporação dos dados de julho, o total regional de mortes chegou a 161. Pedestres, ciclistas e ocupantes de automóveis completam os grupos mais atingidos. No balanço fechado até junho, eram 38 pedestres, 21 ciclistas e 13 ocupantes de automóveis mortos. Com esse sinal de alerta lançado, o projeto A Região em Pauta, do Grupo Tribuna, terá como tema deste mês Segurança no Trânsito, no dia 31, a partir das 14h30, no auditório do grupo (Rua João Pessoa, 350, no Paquetá). As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site. A proposta é ir além da exposição dos números e discutir de que maneira estatísticas, planejamento, fiscalização, educação e engenharia de tráfego podem ser transformados em ações capazes de preservar vidas. No primeiro painel, Trânsito em Números: o Tamanho do Problema, haverá apresentação de dados por Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária. Caberá a ele traçar um panorama da violência no trânsito, contextualizar os indicadores e mostrar onde estão os principais fatores de risco e os desafios para a redução das mortes. A seguir, o painel Da Estatística à Ação: Caminhos para um Trânsito mais Seguro, terá debate de soluções. Além de Guimarães, participam Marco Vieira, assessor jurídico da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos; José Montal, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet); e Ghislaine Testoni, coordenadora de Planejamento Operacional da Ecovias Imigrantes. A composição permitirá abordar a segurança viária sob diferentes perspectivas: a gestão e a fiscalização do trânsito urbano, os impactos dos sinistros sobre a saúde, a segurança nas rodovias e a necessidade de transformar informações sobre acidentes e mortes em políticas públicas permanentes.