[[legacy_image_24400]] Os casos positivos do novo coronavírus na região aumentaram “substancialmente” na segunda fase do estudo epidemiológico promovido pela Fundação Parque Tecnológico de Santos para avaliar a velocidade de contaminação pela Covid-19 na Baixada Santista. Guarujá e São Vicente são as cidades com as altas mais expressivas. >> Confira os números do estudo epidemiológico da Baixada Santista A taxa de infectados na Baixada saiu de 1,41%, na primeira fase, para 2,2% agora. Os testes são feitos a cada 15 dias. O primeiro estudo ocorreu entre 29 e 30 de abril. Já a segunda fase, nos dias 13 a 15 deste mês. “Chama atenção o aumento substancial e fora da curva em Guarujá e São Vicente. Nesta última, já tinha uma amostragem alta na rodada anterior”, afirma o médico infectologista e um dos coordenadores do estudo, Marcos Caseiro. A pesquisa mostrou que a maioria das cidades teve aumento na taxa de infectados. As exceções foram Peruíbe, que não teve infectados nesta fase e apresentou 1,11% de pessoas com anticorpos na primeira, e Mongaguá, que saiu de uma taxa de 5,48% para 1,45%. Itanhaém e Bertioga mantiveram-se zeradas nas duas fases da pesquisa. O infectologista diz que, comparado a estudos feitos em outros lugares do mundo, a taxa de pessoas suscetíveis a pegar o vírus é enorme. “Se a gente não bloqueia isso de alguma forma, é um desastre, do ponto de vista do número de casos graves”. Ainda de acordo com a pesquisa, para cada caso notificado na Baixada Santista, há cerca de dez casos não notificados. O ritmo de contágio também assusta. Segundo o estudo, os casos no Interior e Litoral aumentam quatro vezes mais que na Região Metropolitana de São Paulo. O estudo concluiu, nesta fase, que ainda não há condições de saída do isolamento. Sinalizou, ainda, que o pico da incidência será na semana do dia 7 de junho. A iniciativa reúne mais de 40 pesquisadores de todas as universidades da região.