[[legacy_image_227699]] As chuvas que atingiram as cidades do Litoral de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (7), causaram desespero aos moradores da região. Munícipes de Guarujá sofreram com as enchentes que invadiram suas residências devido ao temporal.(Confira vídeos mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A secretária Karina Bispo de Oliveira, de 25 anos, mora na Rua Dez, no bairro Enseada, e contou que além do prejuízo dos móveis e objetos, não conseguiu ir trabalhar. “Prejuízo é incalculável. Nem dá para calcular o tanto que perdemos,” lamentou. Segundo ela, o local não costumava encher, mas, em razão de obras próximo a sua casa, a situação virou um pesadelo. “As últimas chuvas fortes têm enchido a rua por conta de uma obra. Eles aterraram e não prepararam o esgoto ou meios de escoar a água,” conta. Karina explica que a rua possui uma “caixa da Sabesp”, mas que não funciona. “Dessa vez, a água entrou na casa inteira, pois o esgoto não está funcionando como deveria”, lamenta. E o drama vivido pela secretária é multiplicado com a situação da avó de 68 anos, que mora no mesmo terreno e também teve a casa inundada. Um outro morador do bairro, o porteiro Anselmo Barbosa, de 42 anos, perdeu uma consulta médica por não conseguir sair de sua residência. O homem mora na Rua Hermenegildo de Azevedo, que fica próximo a mesma obra da Rua Dez. [[legacy_youtube_lu_LXpXvWeQ]] O porteiro confirma que não havia enchentes no local até a obra começar. “Nunca tinha ficado assim. Mas, por conta da obra, ficou sem ter para onde a água escoar”, diz. Uma terceira moradora do bairro, Natália Kertes Nascimento da Silva, de 35 anos, contou que precisou sair do centro da cidade de carro, e chegou somente até a Rua Acre, que fica localizada um pouco antes da Rua Aureo Guenaga de Castro, que também estava cheia. No local, a mulher precisou pegar um ônibus, pois só estes e caminhões conseguiam passar. A Defesa Civil de Guarujá alegou em nota que não houve registro de ocorrências devido às chuvas que ocorreram nas últimas horas, somente pontos de alagamentos em algumas vias da Cidade. Segundo a Prefeitura, a cidade encontra- se em estado de observação. De acordo com o órgão, os alagamentos se deram devido ao alto índice pluviométrico, em um curto espaço de tempo, o que dificulta o escoamento das águas. A instituição informou que equipes estão na rua fazendo vistorias nas áreas de risco. Não há registro de famílias desalojadas ou desabrigadas Ainda em nota, foi informado que nas últimas 72 horas foi registrado um acumulado de 73,5 mm. O acumulado mensal é de 76 mm e a média prevista para o mês de dezembro é 213,1 mm Obra da SabespSegundo a empresa, o equipamento na Rua Dez é uma estação para bombeamento dos esgotos coletados nos imóveis. Em nota, a Sabesp informou que a situação descrita não está relacionada ao sistema de esgoto da Companhia, que funciona de forma adequada, sem irregularidades. Ainda de acordo com a Companhia, o caso envolve as galerias de drenagem das águas pluviais, que vêm recebendo grande volume de chuvas, e a Sabesp seguirá atuando em parceria com a Prefeitura, mas esclarece que as inspeções ou manutenção nas instalações que compõem o sistema municipal para escoamento das chuvas não é uma atribuição deles. [[legacy_youtube_Tdggr7fVPqo]] Confira registros de outras cidades da Baixada Santista: Santos De acordo com a Prefeitura de Santos não houve ocorrências, nem registros de enchentes na cidade. São Vicente Segundo Defesa Civil de São Vicente não houve ocorrências. O índice pluviométrico na cidade nas últimas 72 horas é de 45,4 mm e o nível continua de observação. A Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob) informou que não registrou pontos de alagamentos. Praia Grande Defesa Civil de Praia Grande informou por nota, que não houve ocorrências relacionadas às chuvas entre a noite de terça-feira (07) e a manhã de quarta-feira (08). O índice pluviométrico registrado nas últimas 24 horas foi de 7,5 milímetros e nas últimas 72 horas foi de 52,0 milímetros. MongaguáA Prefeitura de Mongaguá disse que a Defesa Civil da cidade não registrou ocorrência. Foram registrados 58.5 mm nas últimas 72 horas. Bertioga A Defesa Civil de Bertioga informou que, nas últimas 24 horas, o índice pluviométrico é de 45 mm e o acumulado de 72 horas é de 72 mm. O órgão também contou que não registrou ocorrências devido às chuvas das últimas horas, mas a cidade segue em estado de observação. Peruíbe Segundo o Departamento Municipal de Defesa Civil de Peruíbe, o município não registrou incidentes por causa das chuvas que aconteceram entre ontem (6) e hoje (7). Também não há pontos de alagamentos nem área em estado de alerta. Ainda de acordo com o setor, a leitura média atual é de 2,9 mm e o acumulado de 72h é de 52,65 mm. Cubatão Segundo a Prefeitura de Cubatão, não houve ocorrências e nem registros de enchentes na cidade. A Prefeitura de Itanhaém não retornou até a publicação da matéria.